A água residuária de suinocultura aplicada indiscriminadamente ao solo pode trazer grandes prejuízos, tanto ao solo como às águas superficiais e subterrâneas. Para se avaliar o potencial poluente de diferentes doses de água residuária de suinocultura, montou-se um ensaio em colunas de solo para estudar a dinâmica de íons em dois solos (nitossolo vermelho distroférrico e argissolo vermelho distrófico) representativos do estado do Paraná (Brasil) e sua influência nos lixiviados gerados. Os tratamentos analisados consistiram em um esquema fatorial 2 x 4 x 2 para solo, doses e valor de pH. As unidades experimentais foram de um total de 48 e os tratamentos foram realizados em triplicata. As taxas de aplicação corresponderam a 0, 50, 100 e 150 m-3.ha-1. O valor de pH, tanto do solo como dos lixiviados, ficaram na faixa ácida, embora o valor de pH inicial do solo e da água residuária de suinocultura mostrou-se básico. O íon que mais lixiviou foi o cálcio, seguido pelo magnésio, sódio e potássio, sendo que a lixiviação desses nutrientes teve influência direta na condutividade elétrica dos lixiviados. Os valores de V% no solo tiveram alteração significativa em virtude da aplicação da água residuária de suinocultura, ao passo que a CTC foi alta no nitossolo e baixa no argissolo. O mesmo ocorreu com o PST, evidenciando que o nitossolo se mostrou propenso à salinização.