O objetivo desse trabalho foi analisar a influência da sazonalidade e da supressão vegetal no aumento de temperatura em grandes metrópoles, tais como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Brasília. Correlacionar esses parâmetros implica num melhor conhecimento dos impactos associados à expansão dessas cidades, bem como avaliar aspectos ambientais relacionados ao planejamento urbano das mesmas. Por meio dos dados do sensor OLI do Landsat 8 foram obtidos dados do índice CO2flux, o qual detecta o sequestro de carbono. Posteriormente utilizou-se dados do sensor TIRS do mesmo satélite, os quais foram calibrados para obter a temperatura de brilho. Os dois parâmetros foram correlacionados utilizando-se o Coeficiente de Kendall. De modo geral, os resultados tiveram ampla variação do CO2flux e temperatura ao se comparar áreas urbanizadas e não urbanizadas, sendo que a relação estabelecida entre os parâmetros é inversa. As cidades do Rio de Janeiro e São Paulo, respectivamente, apresentaram maior registro de temperatura e menor variação do sequestro de carbono em função da sazonalidade. A diferença sazonal entre os parâmetros para a cidade de Belo Horizonte foi mínima. Já para Brasília, a sazonalidade demonstrou ter uma forte influência, especialmente no comportamento do sequestro de carbono. Ao final, a correlação dos índices comprovou que a relação inversa entre o CO2flux e a temperatura ocorre devido a variação sazonal do balanço de radiação solar recebido e à capacidade fotossintética florestal.