Historically, public policies in Brazil and many developing countries have prioritized individual motorized modes of transport. The urban space of Brazilian cities has been repeatedly remodeled, often to meet the demands of vehicle flow, to the detriment of spaces for pedestrian use. Part of the transport infrastructure, particularly the highways, are obstacles to the population’s mobility, constituting the barrier effect and expanding the physical separation of the communities that reside or transit between the adjacent neighborhoods. Based on the proposed mobility and accessibility indicators extracted from the Origin and Destination Survey databases, this article aims to analyze pedestrian mobility and access to cross the Celso Mello Azevedo Ring Road, located in Belo Horizonte/Brazil. The results indicate that, over the period analyzed, the flows of foot crossings were significantly reduced, even in areas where population growth was recorded. The evidence also shows the prevalence of crossings by motorized modes, whose mobility and access are characterized by a tangible inequality in spatial distribution, linked to the occupation pattern of the surroundings, one consequence of which is the expressive volume of accidents involving pedestrians on the highway.
En la ciudad de Belo Horizonte (Brasil), observamos un importante avance en el proceso de envejecimiento de la población. Este proceso plantea desafíos para la investigación sobre los impactos de estas transformaciones en la configuración de la vida urbana. Nuestra investigación busca establecer la relación entre el envejecimiento y las prácticas de movilidad en términos de motivos, modos y frecuencias, así como con las centralidades creadas sobre la base de la práctica de desplazamiento de la población mayor. Para ello, se desarrolló un Index of elderly Centrality (IeCf) utilizando los flujos del grupo estudiado como proxy de centralidad. En cuanto a los viajes, observamos una reducción en la frecuencia y relevancia de los desplazamientos en transporte público y a pie, especialmente entre las mujeres. Además, identificamos áreas de concentración de viajes más dispersas, en centralidades diferentes a las ya consolidadas en el municipio, las cuales configuran nuevas áreas centrales que atienden demandas más específicas relacionadas con la población mayor.
Com o aumento no volume e proporção de idosos na população brasileira, reflexo do processo de transição demográfica, torna-se crucial a elaboração e implementação de políticas públicas que priorizem a qualidade de vida, o bem-estar coletivo e a inserção desse grupo nas diversas dimensões da vida urbana, incluindo o acesso e a mobilidade no território. Embora existam muitos estudos sobre o envelhecimento populacional no Brasil, especialmente nas áreas de saúde e economia, é importante expandir a abordagem temática, de modo a incluir o debate sobre o acesso, mobilidade e a oferta de transporte público coletivo, considerados como fundamentais ao pleno exercício da cidadania e de garantia do direito à cidade. Nesse sentido, o presente artigo tem como objetivo principal analisar os fluxos e os padrões de deslocamento por transporte coletivo da população idosa na Região Metropolitana de Belo Horizonte, dado o recente e acentuado processo de envelhecimento da população. Para tanto, foram utilizados os dados da Pesquisa Origem Destino de 2002 e 2012 e do estoque de população (total e idosos) dos Censos Demográficos de 2000 e 2010 para a proposição de indicadores de mobilidade e dos padrões espaciais relacionados ao transporte coletivo por ônibus. Em geral, os resultados confirmaram o esperado aumento no total de viagens diárias realizadas por idosos, acima do esperado pela mudança na estrutura etária. Observou-se, ainda, um crescimento menos acentuado na utilização do sistema de transporte coletivo por ônibus pelos idosos, o que é coincidente com o padrão geral da população. Trata-se, pelo menos aparentemente, de um caminho oposto à busca da mobilidade urbana sustentável, em prol do uso do transporte coletivo e/ou ativos, tal como preconizado pelos programas de mobilidade sustentável das políticas públicas federal e municipais.
21 December 2021 in Revista Transporte y Territorio
Neste artigo é analisada a influência do ambiente urbano na escolha do transporte ativo e nos níveis de sedentarismo em Belo Horizonte. Para tanto, a regressão logística binária foi utilizada na identificação das variáveis que influenciam a escolha entre os modos ativos e o automóvel. Os resultados indicam a maior probabilidade de pessoas com maiores IMC optarem pelo automóvel. Para os respondentes, a topografia e a distância são variáveis que influenciam nessa escolha. Ainda, a chance de utilização do transporte ativo diminui à medida que a renda aumenta e os níveis de sedentarismo são menores naqueles que utilizam esse modo. Por fim, neste estudo é sugerido que o ambiente urbano influencia a escolha pelo transporte ativo que, consequentemente, influencia os índices de sedentarismo. Essa compreensão é um importante instrumento para o planejamento e gestão da mobilidade, à luz da configuração e desenho do espaço urbano e da saúde pública.
21 December 2021 in Revista Transporte y Territorio
Rodovias inseridas no espaço urbano têm comumente se tornado obstáculos ao acesso e a mobilidade, especialmente para os deslocamentos por modos não motorizados. Esse fenômeno, conhecido como “efeito barreira”, se intensifica com o crescimento demográfico, expansão do tecido urbano e acréscimo da frota de veículos automotores, como ocorreu em diversas cidades brasileiras ao longo das últimas décadas. Nesse contexto, são objetivos do presente trabalho estimar o volume dos atravessamentos de pedestres entre as margens do Anel Rodoviário Celso Mello Azevedo, importante via utilizada nos deslocamentos urbanos em Belo Horizonte (Brasil), bem como propor a aplicação de indicadores para avaliar o risco potencial para a travessia de pedestres. Para tanto, foram utilizadas as bases de dados de viagens da Pesquisa OD 2012 (RMBH) e a malha digital vetorial de volume de tráfego da rodovia, e os resultados foram comparados com a ocorrência de acidentes por trecho da rodovia. Os resultados apontaram que os trechos 3 e 1 possuem a maior movimentação de pedestres entre as margens, no entanto, a aplicação dos indicadores apontou maior risco de travessia nos trechos 2 (risco alto) e 5 (risco médio) devido ao elevado volume de tráfego e baixa disponibilidade de passarelas, respectivamente.
This article explores walkability challenges for older adults in heritage cities of the Global South, focusing on the historic center of Ouro Preto (state of Minas Gerais, Brazil). It examines how mobility experiences are influenced by both symbolic and affective dimensions, and proposes collective strategies to enhance walkability, considering physical accessibility, sense of belonging, memory, and territorial connection. Using the Geodesign participatory methodology, which combines technical data and local knowledge, the study engages residents in the co-creation of solutions. Results highlight that small-scale interventions such as benches, handrails, and signage, based on lived experiences, can promote more inclusive cities attentive to social inequalities and committed to active aging and intergenerational justice.