Background: Breast cancer (BC) is one of the most incident types of cancer among women in the world. Although chemotherapy is an effective way to treat several types of cancer, it may also cause serious complications, including cardiotoxicity. This study aimed to identify the impact of chemotherapy on functional capacity, muscle strength and autonomic function. Methods: Ten breast cancer patients in therapeutic follow-up (TG) and ten women without comorbidities (CG) participated in the study (46±8.87 years old). Both groups were evaluated at two time points, before and 20 weeks after the start of chemotherapy. Functional capacity and muscle strength were assessed by 6-minute walk test (6MWT) and handgrip test, respectively. Autonomic function was assessed by heart rate variability analysis. Results: TG presented greater reductions in the handgrip test for the non-dominant hand (TG ↓15.2%; CG: ↑1.1%, p0.05) and 6MWT total distance (p>0.05). Regarding the heart rate variability variables before and after follow-up period, rMSSD (CG= 39.15±37.66; TG= 14.89±8.28, p= 0.01) and SDNN (CG= 55.77±40.03; TG= 26.30±10.37, p= 0.02) showed effect in the group and time interaction, whereas the LF/HF ratio presented significant difference only in the time analysis (CG= 2.24±2.30; TG= 2.84±1.82, p= 0.04). Conclusion: Chemotherapy used in the treatment of breast cancer patients resulted in decreased muscle strength and autonomic imbalance. The data suggests that chemotherapy may carry the risk of developing cardiovascular disease. Trial registration: Registration not required.
Team handball performance relies on physical and technical abilities, influenced by environmental and genetic factors. Variants in ACTN3 R577X (rs1815739), BDKRB2 −9/+9 (rs5810761), and AGT Met235Thr (rs699) genes are associated with athletic performance, but their relevance in handball remains unclear. Therefore, this study aimed to investigate the association of these polymorphisms with physical performance in Brazilian junior handball players. The study included 91 junior male handball players (16.4 ± 0.7 years) and 74 age-matched non-athletes. Genotypes for ACTN3 (R577X), BDKRB2 (−9/+9), and AGT (M235T) were identified using PCR-based techniques. Physical tests assessed upper limb strength (medicine ball throw) and lower limb strength (standing long jump). Genotypic and allelic frequencies were compared using Chi-square tests, while performance data were analyzed using ANOVA and t-tests (p ≤ 0.05). No significant differences were found in genotypic or allelic frequencies between athletes and controls for ACTN3 (R577X), BDKRB2 (−9/+9), and AGT (M235T) polymorphisms. Among athletes, ACTN3 RR carriers displayed significantly better upper limb strength (p = 0.049, d = 0.48). However, no genotype significantly influenced lower limb strength or anthropometric traits. Additionally, the study found no significant associations between BDKRB2 and AGT polymorphisms and physical performance parameters. This study demonstrates that specific genetic variants of the ACTN3 (R577X) gene may influence individual traits, such as upper-body strength, in Brazilian junior handball players. However, we found limited influence of BDKRB2 (−9/+9), and AGT (M235T) polymorphisms on overall performance. This lack of association may be attributed to the small sample size and the genetic heterogeneity of the studied population, encouraging further research with larger cohorts.
Introdução: O câncer de mama (CM) é a neoplasia maligna com maior incidência e mortalidade entre as mulheres em todo o mundo. O estado nutricional (EN) antes e após o tratamento quimioterápico pode ser decisivo para o prognóstico e sobrevida do paciente com CM. Objetivo: Portanto, este estudo teve como objetivo revisar sistematicamente o EN antes e após a quimioterapia em mulheres com CM. Métodos: Uma extensa pesquisa foi realizada nas bases de dados Pubmed, Web of Science e Scopus. A busca limitou-se a manuscritos publicados até 2020 utilizando o método booleano com as seguintes combinações de descritores: “câncer de mama” E “estado nutricional” E “quimioterapia”. Resultados: Um total de 12 artigos foram incluídos nesta revisão. Em relação ao EN pré-quimioterapia, dois estudos foram com pacientes com diagnóstico de eutrofia e 10 estudos foram com pacientes com sobrepeso. Em relação ao EN pós-tratamento, nove estudos foram com pacientes com sobrepeso, dois com pacientes eutróficos e um com pacientes em risco nutricional. Conclusão: Vários estudos confirmam a associação entre CM e sobrepeso/obesidade com aumento da prevalência da doença, pior prognóstico e redução da sobrevida após o término do tratamento. Os dados atuais suportam a necessidade de intervenções no estilo de vida dos pacientes. Novos estudos sobre a associação entre intervenções no CM devem ser realizados a fim de formar um corpo maior de evidências.
31 October 2020 in Research, Society and Development
Introdução: Tem sido proposto diversas propriedades funcionais ao Resveratrol e seus análogos naturais, a exemplo do seu potencial antioxidante, o qual pode relacionar-se com a melhora do dano muscular. Objetivo: investigar o efeito da suplementação de Resveratrol e análogos naturais no dano muscular esquelético em modelo animal. Metodologia: Os artigos foram selecionados em maio de 2019 a partir das bases de dados da Pubmed, Science direct e Web of Science, utilizando o método booleanos de acordo com os critérios de inclusão estabelecidos. Resultados: Após o processo de escolha e análise dos artigos, oito estudos foram selecionados para compor a revisão integrativa. As doses de suplementação variaram entre 2 a 25mg/kg na forma injetável e 15 a 100mg/kg na forma oral. O tempo de seguimento variou entre 1 a 24 semanas. Os resultados demonstraram efeito positivo da suplementação do resveratrol no dano muscular esquelético em todos os artigos utilizados. Conclusão: Os achados obtidos através desta revisão apontam os benefícios do uso do resveratrol como um importante aliado no tratamento e prevenção a danos no músculo esquelético.
A mucosite oral é o efeito colateral mais frequente associado à radioterapia e quimioterapia, sendo o principal fator dose-limitante e responsável pela suspensão do tratamento. Há o aparecimento de eritemas até úlceras necrosadas que podem servir de porta de entrada para infecções sistêmicas e até a morte do paciente. A terapêutica adotada é de suporte e paliativa, mas a laserterapia de baixa potência é um novo método eficaz de tratamento e profilaxia, acelerando a cicatrização, diminuindo a frequência e a severidade das lesões de mucosas, baixo custo e boa aceitação dos pacientes. Este trabalho objetiva revisar a literatura sobre a utilização do laser de baixa potência na prevenção e tratamento da mucosite oral. Realizou-se uma revisão literária dos artigos publicados de 2003 a 2013, utilizando as bases de dados LILACS, Medline, Scielo, Bireme, Pubmed e Portal Capes com os descritores: mucosite oral, laserterapia de baixa potência, radioterapia, quimioterapia, pacientes oncológicos. Os mesmos descritores em inglês foram utilizados. Conclui-se que ainda não há consenso no melhor método de tratamento, mas o laser de baixa potência tem mostrado resultados satisfatórios para a queda da incidência e grau da mucosite oral.
28 September 2024 in CADERNOS DE EDUCAÇÃO, SAÚDE E FISIOTERAPIA
Os conflitos entre os objetivos terapêuticos prescritos por profissionais de reabilitação e a percepção de status de saúde de pessoas com diagnóstico de uma doença grave são frequentes. Dessa forma, a crítica às práticas da reabilitação demanda a ampliação da ação para o combate à maleficência na Saúde Pública. Neste estudo, objetivou-se discutir o direito à saúde no campo da reabilitação e cuidados paliativos. A autonomia e a não maleficência foram os princípios bioéticos destacados e apontados como indispensáveis no campo da reabilitação conforme preconizado em cuidados paliativos. O descumprimento desses princípios e a suposta inabilidade de comunicação alertam sobre a importância da discussão dos cuidados paliativos desde a formação em saúde.