Indigenous societies are known to have occupied the Amazon basin for more than 12,000 years, but the scale of their influence on Amazonian forests remains uncertain. We report the discovery, using LIDAR (light detection and ranging) information from across the basin, of 24 previously undetected pre-Columbian earthworks beneath the forest canopy. Modeled distribution and abundance of large-scale archaeological sites across Amazonia suggest that between 10,272 and 23,648 sites remain to be discovered and that most will be found in the southwest. We also identified 53 domesticated tree species significantly associated with earthwork occurrence probability, likely suggesting past management practices. Closed-canopy forests across Amazonia are likely to contain thousands of undiscovered archaeological sites around which pre-Columbian societies actively modified forests, a discovery that opens opportunities for better understanding the magnitude of ancient human influence on Amazonia and its current state.
Http://dx.doi.org/10.5902/1980509820585Este trabalho teve como objetivo avaliar os efeitos de tratamentos silviculturais sobre o crescimento de uma floresta natural de terra firme explorada usando técnicas de impacto reduzido. A pesquisa foi conduzida na Área de Manejo Florestal (AMF) da Fazenda Rio Capim, pertencente à empresa Cikel Brasil Verde Madeiras Ltda., localizada no município de Paragominas, Estado do Pará. A área experimental correspondeu a 500 ha, nos quais foram estabelecidos cinco tratamentos (100 ha cada) com quatro repetições (25 ha cada) seguindo um delineamento completamente ao acaso. As repetições foram distribuídas aleatoriamente na amostra de 500 ha na AMF. Foram avaliados os seguintes tratamentos: T1 – exploração de impacto reduzido (EIR) + desbaste de liberação clássico e corte de cipós; T2 – EIR + desbaste de liberação modificado e corte de cipós; T3 – EIR + corte de cipós; T6 – apenas EIR; T7 - floresta não explorada (testemunha). Nos quatro anos de monitoramento da floresta, após a colheita de madeira e aplicação dos tratamentos silviculturais, T2 e T3 tiveram as maiores taxas de crescimento em diâmetro. Contudo, o período de quatro anos não é suficiente para indicar o tratamento “mais adequado”, com base no crescimento em diâmetro, em resposta à anelagem de árvores e corte de cipós. Em nível de espécie, o crescimento variou entre e dentro dos tratamentos experimentais. Em geral, as menores taxas de crescimento em diâmetro ocorreram na floresta não explorada (T7).
Este estudo foi conduzido com dados do Projeto Bom Manejo (Embrapa/CIFOR/ITTO) – Manejo sustentável de florestas de produção em escala comercial na Amazônia brasileira, desenvolvido pela Embrapa Amazônia Oriental, em área da Companhia Florestal Monte Dourado (Jari), município de Vitória do Jari, Estado do Amapá. O delineamento é em blocos ao acaso, com três repetições. Apresenta-se uma avaliação da dinâmica da vegetação com dap ³ 20 cm, submetida a três intensidades de exploração (corte de 15%, 25% e 35% do volume total das árvores com mais de 60 cm de dap), combinadas com quatro níveis de redução de área basal (0%, 30%, 50% e 70% da área basal original) por anelamento. Na área experimental, estão locadas 40 parcelas permanentes de 1 ha (36 exploradas e 4 não-exploradas). O povoamento foi medido em 1984, explorado em 1985 e remedido em 1986, 1988, 1990, 1994, 1996 e 2004. Concluiu-se que a exploração de impacto reduzido foi boa para a floresta, mas não, necessariamente, estimulou o crescimento, e deve levar a ciclos de corte maiores do que os recomendados trinta anos.
No manejo de florestas tropicais, a ocorrência de ocos nos troncos e seu impacto sobre a produção volumétrica têm sido pouco abordados na literatura científica nacional. Esta questão é tratada no presente trabalho, por meio de um estudo de caso em uma unidade de produção anual (UPA) localizada na Floresta Nacional de Saracá Taquera, PA. Foram selecionadas, para a colheita, 3.190 árvores de 25 espécies comerciais, perfazendo um volume de 24.020 m³. Destas, foram extraídas 3.079 árvores, das quais 1.227 (39,8%) eram árvores que substituíram as que foram encontradas ocas. Durante a derrubada, 1.175 árvores (36,4%) estavam ocas. De um modo geral, foram verificados 53,5% de árvores ocas na UPA, representando, aproximadamente, duas árvores ocas por hectare manejado. Os resultados revelaram que, apesar desse número muito expressivo de árvores com esse defeito, o rendimento volumétrico (80,7%) da colheita não foi afetado de maneira significativa, devido à possibilidade de substituir as árvores ocas por outras sãs, por ocasião da derrubada. Como mais da metade das árvores selecionadas para o corte estavam ocas, a substituição garante a viabilidade econômica da exploração atual de projetos de manejo florestal.