JULIO AUGUSTO NAYLOR LISBOA

Dr. JULIO AUGUSTO NAYLOR LISBOA

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1 March 2011 in Pesquisa Veterinária Brasileira
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CTC.F. Turquino
C.F. Turquino
KFKarina Keller Marques Costa Flaiban
Karina Keller Marques Costa Flaiban
JLJULIO AUGUSTO NAYLOR LISBOA
JULIO AUGUSTO NAYLOR LISBOA
Aspectos relacionados à transferência de imunidade passiva (TIP) foram estudados em 290 cordeiros recém-nascidos, cruzas Texel, manejados extensivamente em contato permanente com as suas mães, e criados em clima tropical. Amostras de sangue foram colhidas dos cordeiros uma única vez entre 24 e 36 horas de vida para obtenção do soro sanguíneo. Foram determinadas a atividade da gama glutamiltransferase e as concentrações de proteínas totais por refratometria e colorimetria, de albumina, alfa, beta e gamaglobulinas por eletroforese e de IgG estimada pela turvação pelo sulfato de zinco. Os cordeiros foram agrupados de acordo com o sexo, o número de partos das ovelhas, o escore de condição corporal (ECC) da ovelha, o número de cordeiros nascidos, o peso e a vitalidade ao nascimento. Os fatores de risco para a ocorrência de falha na transferência de imunidade passiva (FTIP) foram identificados e a sua associação com a mortalidade de cordeiros foi testada. Foram estabelecidas correlações entre as variáveis estudadas. A TIP não foi influenciada pelo sexo, pelo número de partos ou pelo ECC das ovelhas. Houve diferenças entre os cordeiros únicos e gêmeos e entre os que nasceram com peso >3 kg e < 3 kg. A FTIP foi pouco frequente (12,4%), mais provável em gêmeos (p=0,026) e em cordeiros leves (p<0,001) e esteve fortemente associada com a mortalidade dos cordeiros até os 60 dias de vida (p<0,001). A taxa de mortalidade geral foi de 11,3%; e 30,5% dos cordeiros com FTIP morreram, quase todos no primeiro mês de vida. A concentração de proteína total determinada por refratometria se correlacionou (p<0,001) com as concentrações de gamaglobulinas (r=0,816) e de IgG (r=0,810) e o valor crítico < 5,0g/dL para a proteína total pode ser admitido como indicador de FTIP. Sob condições de clima tropical a FTIP pode ser considerada pouco frequente em cordeiros mestiços de corte, entretanto, a vigilância e os cuidados devem ser intensificados no caso do nascimento de cordeiros gêmeos com peso reduzido.

1 July 2018 in Pesquisa Veterinária Brasileira
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GQGustavo R. Queiroz
Gustavo R. Queiroz
RORodrigo A.M. de Oliveira
Rodrigo A.M. de Oliveira
KFKarina K.M.C. Flaiban
Karina K.M.C. Flaiban
GSGiovana W. Di Santis
Giovana W. Di Santis
ABAna Paula F.R.L. Bracarense
Ana Paula F.R.L. Bracarense
JLJULIO AUGUSTO NAYLOR LISBOA
JULIO AUGUSTO NAYLOR LISBOA
O objetivo deste trabalho foi identificar as doenças neurológicas que acometeram bovinos no estado do Paraná entre os anos de 2009 e 2015. A investigação aconteceu, preferencialmente, nas propriedades rurais onde os casos ocorreram. Foram registradas as informações sobre a evolução das doenças nos bovinos afetados do rebanho, e os prováveis fatores de risco foram identificados. Todos os procedimentos de exame físico geral e neurológico foram realizados sistematicamente para a caracterização da síndrome neurológica presente. Amostras de sangue e de líquor foram colhidas para a realização de exames laboratoriais. De acordo com o tempo de evolução e com a gravidade dos sinais clínicos observados, os bovinos doentes eram mantidos vivos para acompanhamento da evolução ou da resposta ao tratamento, ou eram submetidos à eutanásia seguida de necropsia. Fragmentos do sistema nervoso e dos demais órgãos foram colhidos para exame histopatológico. O exame de imunofluorescência direta e a prova biológica em camundongos foram realizados em todos os bovinos que morreram, com a finalidade de confirmar ou descartar o diagnóstico de raiva. Métodos laboratoriais específicos das rotinas de virologia, bacteriologia e toxicologia foram empregados, como complementares, para o estabelecimento do diagnóstico diferencial. Foram investigados 236 bovinos com doença neurológica, sendo 85 casos de ocorrência individual e 151 casos distribuídos por surtos que ocorreram em 79 rebanhos. As encefalopatias (180/236; 76,2%) predominaram sobre as mielopatias (27/236; 11,4%). As doenças inflamatórias determinadas por infecções (98/236; 41,5%) e as doenças tóxicas (91/236; 38,6%) foram as principais, enquanto as causas degenerativas (10/236; 4,2%), metabólicas (9/236; 3,8%), físicas (9/236; 3,8%), neoplásicas (4/236; 1,7%), e os defeitos congênitos (1/236; 0,4%) ocorreram menos frequentemente. Os casos inconclusivos somaram 5,9% (14/236). A meningoencefalite por BoHV-5 e a raiva foram as doenças de frequência maior e podem ser consideradas as mais importantes. Dentre as causas tóxicas, as intoxicações por plantas se destacaram (63/91; 69,2%) e foram responsáveis por 26,6% de todos os casos. Destacaram-se ainda a polioencefalomalácia, a meningoencefalite trombótica por Histophilus somni e o botulismo. Essas informações contribuem para que os médicos veterinários adotem condutas mais efetivas de diagnóstico e de prevenção, e são valiosas para o sistema oficial de vigilância epidemiológica do estado.

1 December 2020 in Microbial Pathogenesis
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Selwyn Arlington HeadleySelwyn Arlington Headley
Selwyn Arlington Headley
MMMelissa Cristina Müller
Melissa Cristina Müller
TOThalita Evani Silva de Oliveira
Thalita Evani Silva de Oliveira
CDCaroline Ambiel Barros Gil Duarte
Caroline Ambiel Barros Gil Duarte
PPPriscilla Fajardo Valente Pereira
Priscilla Fajardo Valente Pereira
LPLucienne Garcia Pretto-Giordano
Lucienne Garcia Pretto-Giordano

1 December 2016 in Pesquisa Veterinária Brasileira
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RDRomerson Dognani
Romerson Dognani
EPElzira J. Pierre
Elzira J. Pierre
MSMaria Do Carmo P. Silva
Maria Do Carmo P. Silva
MPMaria A.C. Patrício
Maria A.C. Patrício
SCSilvano C. da Costa
Silvano C. da Costa
JLJULIO AUGUSTO NAYLOR LISBOA
JULIO AUGUSTO NAYLOR LISBOA
Realizou-se estudo epidemiológico descritivo da raiva dos herbívoros no estado do Paraná entre os anos de 1977 e 2012. Os casos confirmados de raiva e o total de amostras de encéfalo encaminhadas para o diagnóstico foram distribuídos por espécie, por ano, por meses, por mesorregião geográfica e por municípios, aplicando-se o teste de Qui-quadrado para verificar se havia associação com esses fatores. Modelo probabilístico foi ajustado à série histórica para verificação de padrões cíclico ou sazonal. Comprovou-se que a raiva é uma doença endêmica no PR, com ocorrência variável entre os anos, sem padrão sazonal e com ciclicidade aparente a cada 18 anos, acometendo, sobretudo, bovinos (86,9%) e equídeos (11,3%). Verificou-se grande difusão no estado (47,6% dos municípios), e a maior expansão geográfica aconteceu na última década. As áreas de ocorrência maior foram as mesorregiões Centro Oriental e de Curitiba, seguidas por Norte Pioneiro e Oeste. O número de casos de raiva por município se correlacionou, ainda que fracamente, com o número de abrigos de Desmodus rotundus (r=0,469; p<0,0001). Sugere-se que a imunização anual de bovinos e equídeos passe a ser adotada nas áreas de maior ocorrência (mesorregiões Centro Oriental e de Curitiba) e encorajada nas de ocorrência intermediária (mesorregiões Norte Pioneiro e Oeste).

1 September 2008 in Pesquisa Veterinária Brasileira
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MCMárcio Carvalho da Costa
Márcio Carvalho da Costa
KFKarina Keller Marques da Costa Flaiban
Karina Keller Marques da Costa Flaiban
MCMariana Marcantonio Coneglian
Mariana Marcantonio Coneglian
FFFrancisco Leydson Formiga Feitosa
Francisco Leydson Formiga Feitosa
MBMara Regina Stipp Balarin
Mara Regina Stipp Balarin
JLJULIO AUGUSTO NAYLOR LISBOA
JULIO AUGUSTO NAYLOR LISBOA
Com o objetivo de investigar alguns aspectos relacionados à transferência de imunidade passiva em bovinos de corte, foram selecionados 90 bezerros aparentemente sadios, 45 da raça Nelore e 45 da raça Limousin, distribuídos em 3 grupos (com 15 bezerros cada) de acordo com o número de parições de suas mães: primeira cria; segunda cria; e terceira ou mais crias. Amostras de sangue foram colhidas de cada bezerro entre 24 e 36 horas de vida e com 15, 30, 60, 90 e 120 dias. Determinaram-se as concentrações de proteína total no soro (PT) e no plasma (PPT), a atividade sérica da gamaglutamiltransferase (GGT), e as concentrações séricas de albumina, alfa, beta e gamaglobulinas por eletroforese em gel de agarose e de IgG estimada por meio do método de turvação pelo sulfato de zinco. Empregou-se a análise de variância bifatorial para as variáveis mensuradas na primeira colheita. O comportamento das variáveis em função da idade foi estudado por meio da análise de variância de medidas repetidas. Correlações foram estabelecidas entre as variáveis. A transferência de imunidade passiva foi bem sucedida nos bezerros de ambas as raças e o número de parições das mães não interferiu no processo. As concentrações mais elevadas de gamaglobulinas ao término do primeiro dia de vida declinaram até valores mínimos aos 60 dias. A partir dessa idade, a elevação conseqüente à produção ativa de anticorpos foi mais precoce nos bezerros taurinos e mais lenta nos zebuínos. A gamaglobulina, ao término do primeiro dia de vida, correlacionou-se com as seguintes variáveis: IgG (r=0,859), PPT (r=0,807), PT (r=0,811) e GGT (r=0,399). O fator etário exerceu efeito sobre todas as variáveis mensuradas. As variações das proteínas séricas obedeceram a um padrão de comportamento fisiológico ao longo dos quatro primeiros meses de vida, de forma geral, não distinto em taurinos e zebuínos.

1 December 2012 in Pesquisa Veterinária Brasileira
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GQGustavo R. Queiroz
Gustavo R. Queiroz
RRRita C.L. Ribeiro
Rita C.L. Ribeiro
FRFernanda T.N.M.A. Romão
Fernanda T.N.M.A. Romão
KFKarina Keller Marques Costa Flaiban
Karina Keller Marques Costa Flaiban
ABAna Paula Frederico Rodrigues Loureiro Bracarense
Ana Paula Frederico Rodrigues Loureiro Bracarense
JLJULIO AUGUSTO NAYLOR LISBOA
JULIO AUGUSTO NAYLOR LISBOA
Plantas do gênero Senna causam miopatia degenerativa em bovinos e o maior número de relatos envolve Senna occidentalis. O objetivo desse trabalho é relatar, pela segunda vez no Brasil, um surto de intoxicação natural por Senna obtusifolia. É descrito um surto de intoxicação por Senna obtusifolia, na região noroeste do estado do Paraná, que aconteceu em um lote de 200 vacas, com idade entre 45 e 152 meses, introduzidas em um confinamento para melhorar a condição corporal antes do parto. A área do confinamento estava invadida pela planta e as vacas permaneceram no local durante oito dias. Entre quatro e nove dias após a entrada no confinamento 20 vacas adoeceram e somente uma se recuperou. Os sinais consistiram em mioglobinúria, incoordenação e decúbito esternal permanente. As vacas doentes apresentaram aumento das atividades das enzimas creatina quinase, aspartato aminotransferase, gamaglutamiltransferase e fosfatase alcalina. Lesões na musculatura esquelética dos membros posteriores caracterizadas por áreas pálidas representaram as principais alterações observadas à necropsia de quatro bovinos. Necrose segmentar multifocal da musculatura esquelética e necrose paracentral multifocal no fígado foram as alterações histopatológicas mais relevantes. As evidências epidemiológicas, clínicas e patológicas indicam o diagnóstico de intoxicação por Senna obtusifolia. A planta demonstrou ter efeito miotóxico e hepatotóxico nos animais intoxicados e a doença foi quase sempre fatal.