Urban heat islands (UHIs) in large cities and different climatic regions have been thoroughly studied; however, their effects are becoming a common concern in smaller cities as well. We assessed UHIs in three tropical cities, analyzing how synoptic conditions, urban morphology, and land cover affect the heat island magnitude. Data gathering involved mobile surveys across Paranavaí (Paraná), Rancharia (São Paulo), and Presidente Prudente (São Paulo), Brazil, during summer evenings (December 2013–January 2014). Temperature data collected over five days in each city point to heat islands with magnitudes up to 6 °C, under calm synoptic conditions, whereas summer average UHI magnitudes peak at 3.7 °C. In addition, UHI magnitudes were higher in areas with closely spaced buildings and few or no trees and building materials that are not appropriate for the region’s climate and thermal comfort.
Although urban heat islands (UHIs) have been widely studied, a recent climate-based classification of urban and rural landscapes provides a new framework for UHI researchers. Based on the Local Climate Zone (LCZ) system, we studied heat islands in a tropical city, analysing the effects of urban morphology and surface cover on UHI intensity. Mobile measurements were taken in Presidente Prudente, São Paulo, Brazil, on five winter evenings (June and July 2014). Observed temperatures across the city show compact built zones with higher temperatures, followed by open midsize, lightweight low-rise, and low plants zones. A maximum nocturnal temperature difference of more than 5°C was detected between areas with significant differences in physical characteristics (ΔT LCZ 24–D), whereas average inter-zone thermal differences reached 3.8ºC (ΔT LCZ 3–D).
O processo de urbanização modifica o clima local, pois as formas materiais presentes na cidade, bem como as atividades que nela se desenvolvem, provocam alterações nos elementos do clima como a temperatura, umidade relativa do ar, direção e velocidade do vento. Destes, a temperatura tem se destacado nos estudos sobre o clima urbano, pois as características da área urbana promovem seu aumento tanto no ar quanto nos alvos da superfície. Nesse sentido, este estudo teve como objetivo identificar as alterações térmicas intraurbanas e suas magnitudes, relacionando-as com os tipos de uso e ocupação da superfície do solo no município de Presidente Prudente-SP. Para tanto, realizaram-se análises das diferenças térmicas e higrométricas entre o urbano e o rural, em um mês representativo do verão (fevereiro), e a verificação da temperatura da superfície através do sensoriamento remoto no infravermelho termal. Os resultados apresentaram que os tipos de tempo, assim como as características da superfície foram responsáveis pelas maiores ou menores diferenças entre a área urbana e a rural, o que demonstra a importância de se adequar o planejamento urbano às características do ambiente local.
30 December 2017 in GOT - Journal of Geography and Spatial Planning
As características de uso e cobertura da terra nas áreas urbanas são diversas, e o ambiente térmico urbano varia não apenas em relação às áreas rurais circundantes, mas também dentro da área urbana. Portanto, entender as causas dessa variabilidade intraurbana da temperatura é um primeiro passo para contribuir com o planejamento urbano. O objetivo desse artigo foi analisar as variações espaciais da temperatura do ar em Presidente Prudente-SP, registradas através de transectos móveis noturnos durante episódios de verão. Os gráficos com os perfis térmicos, a ilustração das características do sítio urbano e do rural ao longo dos trajetos e os perfis topográficos permitiram a visualização das variações de temperatura do ar com os diferentes tipos de uso e cobertura da terra e padrões construtivos. Os resultados indicaram a formação de ilhas de calor de magnitude moderada a forte, com intensidades entre 3,5°C e 5,5°C, sendo que as características mais importantes na diferenciação entre as áreas mais aquecidas e as áreas com temperaturas reduzidas foram a presença de cobertura vegetal, a morfologia da superfície, as condições meteorológicas de cada dia de registro e as atividades antropogênicas.