An effective behavior change program is the first line of prevention for youth obesity. However, effectiveness in prevention of adolescent obesity requires several approaches, with special attention paid to disordered eating behaviors and psychological support, among other environmental factors. The aim of this systematic review is to compare the impact of two types of obesity prevention programs, inclusive of behavior change components, on weight outcomes. “Energy-balance” studies are aimed at reducing calories from high-energy sources and increasing physical activity (PA) levels, while “shared risk factors for obesity and eating disorders” focus on reducing disordered eating behaviors to promote a positive food and eating relationship. A systematic search of ProQuest, PubMed, PsycInfo, SciELO, and Web of Science identified 8825 articles. Thirty-five studies were included in the review, of which 20 regarded “energy-balance” and 15 “shared risk factors for obesity and eating disorders”. “Energy-balance” studies were unable to support maintenance weight status, diet, and PA. “Shared risk factors for obesity and eating disorders” programs also did not result in significant differences in weight status over time. However, the majority of “shared risk factors for obesity and eating disorders” studies demonstrated reduced body dissatisfaction, dieting, and weight-control behaviors. Research is needed to examine how a shared risk factor approach can address both obesity and eating disorders.
1 January 2009 in Jornal Brasileiro de Psiquiatria
OBJETIVO: Investigar comportamentos de risco para transtornos alimentares (TA) em adolescentes de diferentes níveis socioeconômicos. MÉTODO: 183 adolescentes do sexo feminino de 15 a 18 anos de duas escolas (pública e particular) foram avaliadas quanto à renda e escolaridade dos pais, estado nutricional, comportamentos de risco para TA (Teste de Atitudes Alimentares - EAT-26), atitudes socioculturais quanto à aparência (Escala das Atitudes Socioculturais Voltadas para Aparência - SATAQ-3), percepção corporal (escala de silhuetas) e uso de dietas. RESULTADOS: A média do escore do EAT-26, assim como a porcentagem de adolescentes consideradas de risco foram semelhantes entre as escolas (p >0,05). No escore do SATAQ-3, verificou-se na escola particular um valor maior que da pública (p0,05), e as que apresentaram sobrepeso/obesidade tiveram escores maiores no EAT-26. Metade das adolescentes das escolas já fez dieta, sendo que a frequência do uso de dietas esteve associada com o maior escore do EAT-26. CONCLUSÕES: Comportamentos de risco foram encontrados em grande parte da população estudada, mas esses não estiveram associados com o nível socioeconômico.
A mídia tem impacto na satisfação com a imagem corporal e risco para o desenvolvimento de transtornos alimentares. OBJETIVO: Avaliar a influência da mídia em universitárias e possíveis associações com idade, estado nutricional, renda e escolaridade do chefe da família. MÉTODOS: 2.489 estudantes do sexo feminino das cinco regiões do Brasil responderam à Sociocultural Attitudes Towards Appearance Scale (SATAQ-3). O escore na SATAQ foi comparado entre as regiões por meio de uma análise de variância. Uma análise de covariância foi utilizada para verificar a influência das variáveis estudadas no escore da SATAQ. Uma regressão logística foi realizada para verificar a interferência conjunta das variáveis em relação à influência da mídia. RESULTADOS: Não foram encontradas diferenças regionais na SATAQ total (p = 0,164) e subescalas Internalização atlética (p = 0,293) e Pressão (p = 0,150); houve diferença para as subescalas Internalização geral (p = 0,010) e Informação (p = 0,002). Idade, estado nutricional e renda influenciaram o resultado. CONCLUSÕES: O escore total na SATAQ foi similar entre as regiões, mas o Sul e o Nordeste apresentaram maiores pontuações para subescalas Internalização geral e Informação respectivamente. Estudantes com menos de 25 anos, com excesso de peso e maior renda foram em média mais influenciadas pela mídia.