SUMMARY OBJECTIVE: To gather scientific evidence on the role of diet in inflammatory bowel diseases. METHODS: Integrative review with studies published in the last 10 years in national and international journals. Original studies developed with adult human beings aged ≥18 years were included and articles published before 2010, literature reviews, and those that did not focus on elements that answered the guiding question were excluded. RESULTS: 14 articles were selected that addressed important dietary elements in inflammatory bowel disease such as fermentable carbohydrates and polyols, foods of animal origin, foods rich in omega 3, consumption of fruits and vegetables, use of probiotic supplements, whey proteins and soy. CONCLUSION: The diet, as a potentially modifiable environmental factor, plays an important role in the prevention and treatment of inflammatory bowel diseases. The reduction in the consumption of fermentable carbohydrates and polyols combined with the increase in the consumption of fruits and vegetables as well as the exclusion of products of animal origin such as beef, pork, milk and eggs can help control inflammation and improve the quality of life of patients with inflammatory bowel diseases. The use of probiotics increases food tolerance and, whey and soy proteins, can alter body composition and reduce inflammation.
Inflammatory Bowel Diseases (IBD) generally affect young individuals, have a global incidence, representing an important public health problem today. Ulcerative colitis is the most common inflammatory bowel disease, characterized by chronic and diffuse inflammation of the intestinal mucosa, often limited to the colon, presenting as main symptoms abdominal pain and mucosanguinolent diarrhea, substantially compromising the quality of life of the individuals affected by it. Its etiology has not yet been fully clarified, however it has been established that a trigger still unknown triggers, in genetically predisposed individuals, an aberrant immune response that culminates in inflammatory processes. The primary pathophysiological elements that guide the beginning, evolution and, ultimately, resolution of IBDs are the responses of the cytokines that characterize them. The first level of cytokine responses is governed by the differentiation patterns of T cells characteristic of each disease. The aim of this study was to conduct a literature review to gather evidence on the profile of cytokines characteristic of ulcerative colitis. The study was carried out through a literature review, with the survey of scientific evidence in the databases Pub Med, Science Direct and Scopus. Ulcerative colitis classically presented as an inflammatory disease mediated by Th2 cells, which has as characteristic cytokines IL 4, IL 5, IL 13, IL 21 and IL 25, however recent evidence has recognized the existence of significant accommodation between cell activation Th2 and Th1 (IFN γ, IL 2 and TNF α) and the auxiliary participation of Th9, Th17 and Th22 cells and regulatory T cells.
O zinco é um elemento multifuncional, essencial para todos os processos fisiológicos, atuando como catalisador, elemento estrutural e regulador. A deficiência do mineral associa-se a quadros patológicos graves que surgem em sua grande maioria em função da deficiência alimentar, presença de compostos quelantes nos alimentos, distúrbios no processo de absorção gastrointestinal ou elevação dos níveis urinários. Há muito tempo o zinco tem sido utilizado como um agente terapêutico no tratamento coadjuvante de várias doenças. A suplementação com zinco demonstrou efeitos benéficos, em situações de dietas pobres em produtos animais ou rica em fitatos e, ainda em indivíduos hipozincêmicos. O objetivo do trabalho foi realizar uma revisão sistemática sobre as estratégias de suplementação com zinco em adultos nos últimos dez anos. Os dados foram obtidos por meio de uma revisão sistemática da literatura que foi desenvolvida com a busca de artigos nas bases de dados Pub Med, Science Direct e Scielo por dois pesquisadores de forma independente. Foram inclusos na revisão, 25 artigos. A forma mais utilizada para suplementação foi o sulfato de zinco (60% dos estudos) e gluconato de zinco em 24% das pesquisas. A dosagem diária variou entre 12 mg e 150 mg de zinco elementar, com duração variando de quatro dias a dezoito meses. O zinco é fundamental para a saúde humana e sua utilização como suplemento tem sido frequente para indivíduos saudáveis e na terapia auxiliar e prevenção de muitas doenças, tendo como principais formas de suplemento o sulfato e gluconato de zinco.
31 October 2020 in Research, Society and Development
Objetivos: verificar a adequação da ingestão de ferro e ácido fólico por gestantes de acordo com as recomendações preconizadas para essa fase. Métodos: Estudo transversal que envolveu 24 gestantes atendidas em Unidades Básicas de Saúde. As gestantes responderam ao questionário com dados socioeconômicos e gestacionais conforme dados presentes na caderneta da gestante do Ministério da Saúde. O estado nutricional das gestantes foi classificado conforme o Índice de Massa Corporal gestacional. A quantificação da ingestão dietética referente à energia, macronutrientes, ferro e ácido fólico foram calculadas com o auxílio do programa NutWin. Para fins de adequação, os resultados foram comparados com os valores de referência recomendados pela Organização Mundial de Saúde para energia e marcronutrientes e com o proposto pelo Institute of Medicine para micronutrientes durante o período gestacional. Resultados: Com relação ao estado nutricional, 41,7% estavam com o peso adequado, 25% com sobrepeso e 16,7% com obesidade. Observou-se diferença estatisticamente significativa entre a ingestão e recomendação de carboidratos (p < 0,05), ácido fólico alimentar (p < 0,05), ácido fólico total (p < 0,05), ferro alimentar (p < 0,05) e ferro total (p < 0,05). Das 24 gestantes 58,3% eram casadas, 83,3% completaram ensino médio ou superior e 100% tinham a renda mensal menor que 5 salarios mínimos. Conclusão: As gestantes apresentam inadequação quanto ao consumo de micronutrientes, o que evidencia a importância da suplementação individualizada das mesmas, com base na análise prévia da ingestão alimentar de micronutrientes e biomarcadores dos mesmos, para melhor atender as necessidades individuais desse período.