A análise da dinâmica da cobertura do solo possibilita a compreensão da forma de uso e ocupação territorial, assim como das áreas prioritárias para a conservação dos recursos naturais. Portanto, essa análise é fundamental para o planejamento e a gestão ambiental, e, consequentemente, para o desenvolvimento sustentável. Diante do exposto, o objetivo deste estudo foi analisar a dinâmica espacial e temporal da cobertura do solo na microbacia Rio do Gato. Para a realização do trabalho utilizou-se o software QGIS 2.10.1 e imagens dos satélites Landsat 5 (1984) e Landsat 8 (2022). No período de 38 anos (1984 a 2022). Houve um aumento da área de agropecuária na microbacia de 1,85 km2 para 7,72 km2, e, consequentemente, uma redução da área de floresta nativa de 9,21 km2 para 3,34 km2. A dinâmica da cobertura do solo na zona ripária foi semelhante à observada na microbacia, com o aumento da área de agropecuária (0,72 km2 para 2,56 km2) e a redução da área de floresta nativa (2,78 km2 para 0,94 km2). O crescimento da área de agropecuária é importante para o desenvolvimento econômico da região, porém, para haver desenvolvimento sustentável é necessário conciliar esta atividade com a manutenção da vegetação nativa em parte da microbacia, principalmente no topo dos morros, e em toda a zona ripária para garantir uma disponibilidade adequada de água para a atual e futuras gerações. A zona ripária é a área prioritária para recuperação da vegetação nativa.
Objetivou-se quantificar os teores de C nos reservatórios da biomassa vegetal de diferentes espécies da Caatinga, floresta tropical seca do Nordeste do Brasil. Foi realizado um estudo florístico e fitossociológico prévio e selecionadas nove espécies de maior densidade absoluta, que representou 87% do fragmento. Foram amostradas biomassa dos compartimentos folhas e lenho de cada uma das espécies para determinação do teor de C. Como resultado, houve diferença nos teores foliares de C entre as espécies. O teor de C foliar das espécies variou entre 448,0 e 454,3 g C por kg de biomassa seca e o teor de C do lenho das espécies variou entre 451,4 e 453,1 g C por kg de biomassa seca. Esses resultados sugerem a utilização de fator de conversão de biomassa para carbono específico por espécie em Caatinga, como alternativa ao fator genérico de 50% recomendado pelo IPCC. Esta pesquisa revela que o uso do fator recomendado pelo IPCC superestima estoques de C em Caatinga. Mais estudos são encorajados para confirmar esse resultado.
20 September 2018 in African Journal of Agricultural Research
The aim of this work was to evaluate allelopathic effects of aqueous extracts from Bambusa vulgaris leaves and culm on Lactuca sativa L. germination. Plant material was collected at Dois Irmãos State Park in Recife, Brazil, and analysis was performed at Laboratory of Forest Seeds Analysis at Rural Federal University of Pernambuco. Experiments were conducted under natural conditions using leaf and culm extracts at concentrations of 100, 75, 50 and 25%, using distilled water as control. Seed germination was evaluated for seven days. Percentage of germination (%G), speed index of germination (SIG), mean time of germination (MTG), and mean speed of germination (v) were determined. Aqueous extract of B. vulgaris leaves negatively influenced percentage of germination and speed of germination index of L. sativa seeds. Control treatment showed the best means, being statistically superior than other treatments that did not differ among each other. Considering L. sativa as a bioindicator, it is possible that allelopathic effects might significantly interfere on other species establishment and germination. This is due to substances present on plant residues deposited or incorporated to the soil annually. Finally, the inhibitory allelopathic behaviour of the germination process of L. sativa seeds in response to aqueous extracts of B. vulgaris was observed in all parts and concentrations tested. Key words: Allelopathy, allelochemicals, culm, bioindicator, Lactuca sativa, Bambusa vulgaris.
26 March 2021 in Revista em Agronegócio e Meio Ambiente
A quantificação do estoque de carbono na biomassa vegetal é uma importante ferramenta na implementação de projetos de carbono e demais medidas de mitigação às alterações climáticas em nível mundial. Assim, o objetivo do trabalho foi quantificar o estoque de carbono em quatro materiais genéticos de Eucalyptus, submetidos a diferentes espaçamentos de plantio. Foram selecionados quatro materiais genéticos de Eucalyptus, sendo três do híbrido E. grandis x E. urophylla e um de E. saligna, plantados em três espaçamentos, sendo amostradas três árvores por tratamento. Discos da base da árvore foram previamente secos e moídos. Em seguida, foram determinados os teores de carbono por combustão a seco e estimados os estoques de carbono na madeira por hectare. Os dados foram analisados a partir de análise de comparação de médias em fatorial (material genético x espaçamento). Os volumes de madeira por árvore, para cada tratamento, variaram entre os espaçamentos, sendo que os materiais genéticos geraram volumes diferentes nos espaçamentos maiores. Os teores de carbono variaram entre 44,87% e 44,99%. A biomassa seca do fuste aumentou inversamente proporcional ao espaçamento, devido ao maior número de indivíduos por hectare em espaçamentos menores. Observou-se que a escolha de clones para o plantio influencia na quantidade de carbono estocado no sistema. Clones de Eucalyptus urophylla x E.grandis apresentam maior produção de biomassa que E. saligna, com consequente maior estoque de carbono na madeira. Assim, a produção de biomassa e estoque de carbono em plantios florestais de Eucalyptus pode ser manipulada por meio do espaçamento.