In the Anthropocene, debates about global climate risks have taken carbon as a measure of policy success, with land-based mitigation strategies like afforestation receiving particular scrutiny. While scientists and policymakers discuss forestry as a potential climate solution, China has been implementing massive forestry projects for decades, drastically transforming environments under the Ecological Civilization framework. This article showcases China’s globally emerging paradigm of Eco-Civilization and its implications for the climate-forestry nexus. Drawing parallels with Ulrich Beck’s concept of ‘metamorphosis’ and Bruno Latour’s concept of ‘mutation,’ we argue that China’s Eco-Civilization aspires to a fundamental transformation in worldview – but one that is promoted as distinctly non-Western. We use the case of forestry to illuminate the potentially unique features of Chinese environmentalism as encapsulated in Eco-Civilization. We find that Eco-Civilization affords a strong role for the central state in actively building and constructing an ecological future in which the natural and the socio-political are not considered separate. This is in contrast to certain Western visions of preserving nature from human encroachment through grassroots environmental movements. We conclude by highlighting the theoretical contributions more pluralized debates about China’s environmental rise could bring to environmental sociology.
18 December 2025 in Journal of Current Chinese Affairs
China has transformed from a laggard to a rising leader of environmental governance. It plays a unique and essential role in promoting environmental cooperation, financing and implementing global green infrastructure, and generating and disseminating environmental technology and scientific knowledge. On each front, global progress cannot be made without China, especially with the US’ retreat from global leadership under the second Trump presidency. In this article, we consider China's concrete, multifaceted environmental efforts over the last decade and show China's various motives: it is partly responding to critiques of its massive environmental footprint; partly pursuing greater respect as a responsible global power; and partly seeking economic and political gains through clean energy transition, a greener planet, and a more stable climate. We call for new approaches to engaging China's aspiration to become a global environmental leader, while asserting clear expectations and responsibilities in that role.
No processo de colocar em prática as Soluções baseadas na Natureza (SbN) no nível local, as definições e conjuntos de ferramentas se difundem entre lugares em escala global. Healey (2012) afirma que ideias “viajantes” são muito moldadas por seus locais de origem e pelos canais pelos quais viajam, mas que a história completa só é contada quando se olha para o que acontece quando a ideia “pousa”. Baseado no marco teórico sobre comunidades epistêmicas de Haas (1992) e adotando as categorias de análise sobre a transferência de política de Stone et al. (2020), esta pesquisa visa delimitar os principais atores e respectivas comunidades envolvidas na implementação de SbN. Para isso, o presente artigo traz uma análise a partir do caso do Parque Orla de Piratininga, em Niterói (RJ), apresentado como um dos primeiros projetos no Brasil que acionam SbN de forma explícita. O objetivo é traçar o uso desse termo, documentando os envolvidos direta ou indiretamente em sua implementação para analisar seu posicionamento nos arranjos internacionais e locais que favorecem sua entrada e a disseminação. Conduzimos uma análise de documentos relevantes à implementação do parque de modo a identificar os atores e outros documentos relevantes. Concluímos que para a aterrissagem da ideia é tão fundamental ter um contexto local favorável, quanto atravessamento de diferentes escalas. Estes podem ser organizações transnacionais, que pautam agendas, ou indivíduos que atuam em várias arenas. Além disso, o momento de adoção do termo SbN no nosso estudo de caso é posterior ao momento da adoção da técnica, o que sugere que há uma dinâmica de alinhamento entre os envolvidos e as técnicas já aplicadas no local, em diálogo com diretrizes de políticas globais, transformando o vocabulário técnico. Finalmente, a transferência da ideia de SbN tanto depende de uma rede de atores quanto a fortalece.
A Construção de uma Civilização Ecológica responde à grave crise ambiental na China e está começando a causar mudanças de paradigma na política ambiental doméstica. No decorrer da pandemia da Covid-19, ficou evidente a ambição geopolítica e importância do país como poder normativo em questões da governança global. Utilizando-se a teoria construtivista, analisa-se a atuação de Pequim em instituições, o estabelecimento de normas nacionais e seu potencial para redefinir a ordem ambiental global. Discutem-se a atuação chinesa em organizações internacionais e eco-compensações para indicar possíveis comportamentos futuros do país na definição de agendas ambientais. Concluímos que a China contribui com visões normativas na área ambiental, principalmente nos países do Sul Global.