Introdução: Ao longo dos anos, a tecnologia tem impactado positivamente diversas áreas do conhecimento. Dentre elas, a área da saúde tem grande destaque no que diz respeito às potencialidades alcançadas. No campo das cirurgias invasivas, por exemplo, busca-se cada vez mais oferecer ao paciente uma experiência diferenciada, para tanto, os cirurgiões, especialmente os cirurgiões bucomaxilofaciais têm destacado desempenho. Há alguns anos, as cirurgias para correção das disfunções temporomandibulares eram realizadas de forma bastante invasiva e antiestéticas, com incisões extensas, com pós-operatório mais complexo e traumático, com sequelas que ultrapassam o campo do funcional, onde os pacientes acabam por experienciar transtornos psicológicos em função dos prejuízos estéticos causados pelas cicatrizes. Atualmente, os procedimentos realizados são minimamente invasivos, realizados através de câmeras de vídeo e com incisões pontuais em cada articulação, com tamanho suficiente apenas para a passagem das cânulas. Objetivo: O trabalho teve por objetivo discutir a diferença das técnicas utilizadas nas cirurgias das disfunções temporomandibulares (artroscopia e artrotomia), sua evolução ao longo dos anos, e as vantagens das técnicas atuais, minimamente invasivas, para os pacientes. Metodologia: Foi realizada uma revisão de literatura sobre as técnicas de cirurgias de ATM, foram critérios de inclusão artigos que tratavam sobre cirurgias de ATM, Artroscopia de ATM, Artrotomia de ATM, Artrocentese e cirurgias minimamente invasivas. Resultados: A literatura científica corrobora que o pós-operatório das cirurgias minimamente invasivas contribuem para o bem estar do paciente, tanto no pós imediato quanto ao longo dos anos. Embora a técnica de artroscopia de ATM (cirurgia auxiliada por vídeo) tenha sido descrita por Ohnishi, pela primeira vez, em 1975 e diversos estudos sobre o tema tenham sido dirigidos desde então, apenas mais recentemente a artroscopia se tornou a principal escolha cirúrgica para tratamentos das disfunções de ATM, tendo em vista a grande evolução dos instrumentais e técnicas utilizadas, mesmo que a artrotomia (cirurgia aberta) ainda seja utilizada em casos em que a artroscopia não fornece um acesso adequado. No entanto, o custo mais elevado dos materiais utilizados para artroscopia é uma desvantagem em comparação à cirurgia aberta. Como principal vantagem, tem-se, além do pósoperatório, a ausência de cicatriz ou uma cicatriz diminuta, já quando comparada a artrocentese, a artroscopia tem como vantagem a possibilidade de visualização do campo operatório. Conclusões: As cirurgias realizadas com tecnologias minimamente invasivas oferecem melhor pós-operatório, minimizam as chances de infecção, trazem maior qualidade de vida ao paciente, diminuem o período de afastamento dos postos de trabalho e diminuem as cicatrizes, contribuindo para o bem estar psicossocial do paciente.