Community radio stations are important social-inclusion structures, empowering communities through media access and production, reinforcing their ties with the wider civil society. The free and open-source software movement has been established since the 1980s, founded on the freedom to use, to study, to share and to improve a software’s source code. It focuses on sharing knowledge, enabling action within a community towards a common goal. With millions of projects and market dominance in specific areas of IT, open source is one of the most successful community movements of our time. In this article, we argue that theoretical frameworks and other insights drawn from the open-source movement can be valuable tools for understanding and critically analysing the designated community radio sphere in terms of technology, content creation and community management to provide a sustainable broadcast practice, expanding already-existing inclusive environments and potentiating empowerment through participation.
Many discourses link media with generations, ascribing particular appetence for the use of new media to youth, in contrast with older generations. This article aims to give an account of the empirical regularities but also differences found in a longitudinal quantitative analysis of Internet users, uses, and media preferences among different Portuguese age cohorts. Making use of questionnaire surveys with representative samples, the importance of generational belongings in structuring different types of relationships with media is demonstrated, as youngsters seem to prefer new media. However, this variable does not hold in itself complete explanatory power. The importance of formal education, besides other sociographic variables, is clear, indicating the existence of social disparities within age cohorts, with repercussions on the mediated access to resources and opportunities. The diversity and inequalities found through the statistical analysis help to combat the rhetoric of a supposedly innate, all-encompassing digital nativity. By adopting a social constructivist approach, with a more holistic scope, this article also aims to reconstruct part of the complexity and multidimensionality of the relationship between and within Portuguese generations with media, thereby deconstructing more essentialist and homogenising notions of youth and generations.
Serviços de streaming facilitam o consumo e a descoberta de músicas gravadas ao oferecer acesso irrestrito e sob demanda a uma gigantesca coleção musical a partir de qualquer dispositivo online, em qualquer hora ou local. A curadoria, feita por humanos e/ou máquinas, tem o papel de filtrar, selecionar e guiar a experiência de consumo, sendo uma forma de lidar com a abundância e superacessibilidade de conteúdo. Após pesquisa realizada com 20 usuários do Spotify, combinando entrevistas e análise de dados, os resultados mostram que a facilidade de acesso incentiva a descoberta de novas músicas, tornando a experiência de consumo mais diversificada e fragmentada, e demonstram o papel fundamental das playlists como principal forma de descoberta e coleção musical. O estudo revela ainda que a curadoria algorítmica, apesar de ser constantemente aprimorada, não substitui a curadoria humana devido à sua maior previsibilidade e imprecisão.
As plataformas de online dating são uma realidade cada vez mais presente, no entanto é escassa a investigação relativa aos utilizadores portugueses. Desta forma a investigação desenvolvida no presente artigo teve como objetivo principal explorar as estratégias de autoapresentação mediada dos utilizadores portugueses e do processo de construção de perfis individuais na rede de online dating Tinder. O desenho da pesquisa mobilizou procedimentos de recolha de dados assente numa metodologia mista, combinando metodologias qualitativas e quantitativas, através da articulação da recolha de dados via observação não participante de 200 perfis (resultando num corpus de 701 fotografias e 87 textos), entrevista (10) e consequente análise de conteúdo. Como principais resultados e através da triangulação da análise dos resultados obtidos, foi possível observar singularidades, mas também padrões, nas práticas de autoapresentação e desempenho identitário, tanto em termos de imagens, como na informação textual. As diferentes estratégias envolvidas na autoapresentação demonstraram a reflexividade acionados pelos sujeitos num jogo dialético de expectativas recíprocas e leitura dos contextos mediados colapsados e audiências imaginadas. Encontraram-se fortes regularidades sociais, que demonstraram o carácter situacional da apresentação do eu que adapta as lógicas de ação a diferentes contextos. Foi assim evidenciada a “ordem da interação” (Goffman, 1983) num contexto mediado de autoapresentação pública cada vez mais colapsado em rede e em que as fronteiras com o privado (bastidores) são cada vez mais ténues.
A existência de um podcast diário trouxe à redação do jornal Público um espaço complementar onde os jornalistas podem aprofundar as suas histórias através do áudio. Entre 9 de Abril de 2019 e 17 de Julho de 2020, o jornal produziu 300 episódios do podcast P24, destacando-se os temas ligados às secções de internacional (conhecida no jornal como “mundo”), política e sociedade. Neste artigo analisamos os conteúdos produzidos neste universo temporal e a evolução da sua audiência, temáticas e protagonistas. Este podcast, lançado inicialmente com financiamento do fundo Digital News Innovation Fund da Google, abriu também espaço para a criação de uma estratégia de podcasting no jornal. Ainda assim, o áudio continua a ser um parente pobre dentro do espaço dos jornais online (Reis, 2018).