Flavia Maria de Moura Santos

Dr. Flavia Maria de Moura Santos


Research Focus & Metrics

Academic Career Length

12Years (2015-Present)

(Calculated once Scilit publication data is synced: current year − year of first publication + 1)

Representative Publications

View All Publications
15 April 2020 in Revista Brasileira de Climatologia
Verified
Journal Article
Open access
PDF file
MJMarcos De Oliveira Valin Jr
Marcos De Oliveira Valin Jr
FSFlavia Maria de Moura Santos
Flavia Maria de Moura Santos
O método do transecto móvel consiste em realizar as medições móveis em percursos a pé, em bicicleta ou veículos automotores coletando dados climáticos, no geral temperatura e umidade do ar, e é muito empregado no estudo da climatologia urbana para verificar diferenças entre os parâmetros climáticos em pontos de distintas ocupações do solo. O procedimento é muito difundido em função de sua aplicação relativamente simples e de baixo custo operacional do que a instalação de várias estações fixas para coleta dos dados. Almejando prover subsídios, técnicas e metodologias aos estudos de clima urbano e a padronização dos procedimentos para transectos móveis esse artigo tem como objetivo identificar diversos tipos de transectos já estudados/utilizados na literatura em pesquisas de clima urbano no Brasil entre 1990 a 2017 e realizar recomendações das melhores práticas. Os resultados apresentados tornam possível concluir o empirismo predominante nas metodologias, sendo heterogêneo a quantidade e distribuição dos dias de coleta, velocidade do veículo, horários e abrigos utilizados. Para garantir a padronização e qualidade dos dados coletados com a metodologia do transecto móvel tem-se as principais indicações de que: a velocidade deve variar entre 20 e 30 km/h quando realizada em veículos ou motocicletas, os horários às 00 h, 06h, 12 h e 18 h GMT (Greenwich Meridian Time); o tempo gasto entre a medida do ponto inicial e do ponto final do itinerário não ultrapasse uma hora; os sensores e abrigos devem estar instalados e ligados aproximadamente 10 minutos antes do horário de início. O emprego criterioso da metodologia do transecto móvel constitui uma ferramenta extraordinária nas questões de aprofundamento dos estudos da climatologia e criação de estratégicas de solução de problemas ligados ao planejamento urbano e ambiental.

18 May 2020 in Revista Brasileira de Climatologia
Verified
Journal Article
Open access
PDF file
KRKaryn Ferreira Antunes Ribeiro
Karyn Ferreira Antunes Ribeiro
AJAna Clara Alves Justi
Ana Clara Alves Justi
FSFlavia Maria de Moura Santos
Flavia Maria de Moura Santos
MNMarta Cristina De Jesus Albuquerque Nogueira
Marta Cristina De Jesus Albuquerque Nogueira
CMCarlo Ralph De Musis
Carlo Ralph De Musis
Objetivou-se com o presente estudo analisar os índices de conforto térmico PMV e PET em diferentes ambientes abertos. Logo, coletou-se variáveis climáticas por meio de estações micro meteorológicas fixas e para estimar o conforto térmico, aplicou-se questionários com perguntas subjetivas e processamento com o software RayMan. A menor variação de temperatura do arfoi verificada no cenário arborizado, com valores de 27,5 a 35,2 °C no período quente-úmido e de 22,1 a 34,8 °C no período quente-seco. A umidade relativa do ar, também teve a menor variação neste cenário, com valores de 40,0 a 80,0 % no período quente-úmido e de 28,7 a 81,1 % no período quente-seco. Já a velocidade do vento exerceu pouca influência, com intensidade alternando entre calmo a brisa leve. Os melhores valores de PMV e PET foram expressos no cenário arborizado, com valores que variaram de 0,1 a 3,9 e de -4,0 a 3,8 e de 27,5 a 37,4 °C e de 20,3 a 36,3 °C para os períodos quente-úmido e quente seco respectivamente. Conclui-se que os índices PMV E PET demonstraram-se eficientes para estimar o conforto térmico, concordando com o comportamento das variáveis climáticas aferidas e ressaltando a importância da arborização nas cidades.

11 March 2016 in Caminhos de Geografia
Verified
Journal Article
Open access
PDF file
MJMarcos de Oliveira Valin Júnior
Marcos de Oliveira Valin Júnior
FSFlavia Maria de Moura Santos
Flavia Maria de Moura Santos
MNMarta Cristina de Jesus Albuquerque Nogueira
Marta Cristina de Jesus Albuquerque Nogueira
CMCarlo Ralph De Musis
Carlo Ralph De Musis
JNJosé de Souza Nogueira
José de Souza Nogueira
Este trabalho teve por objetivo levantar os tipos de abrigos alternativos para termo-higrômetros (temperatura e umidade) utilizados, reproduzi-los e testa-los para comparação dos dados obtidos a partir de um padrão de referência, instalados em campo aberto para garantir o mesmo ambiente para o estudo, visando avaliar e qualificar esses abrigos quanto ao seu desempenho, custo e praticidade de manuseio para utilização em pesquisas de clima urbano. Com os dados coletados realizaram-se diversas analises gráficas e estáticas. Com base no desempenho dos abrigos alternativos analisados, tem-se que os abrigos fabricados com tubo de PVC na vertical e com pote de sorvete não se demonstram eficientes para a coleta de dados em pontos fixos, principalmente se utilizados durante o dia. Quanto aos demais tipos, o com pratos plásticos, tubo de PVC na horizontal e casa de madeira, se mostraram alternativas viáveis quanto ao desempenho, cabendo analisar o local onde será utilizado para definir qual deles melhor se adapta, pois o horizontal depende de já conhecer o sentido da direção do vento, o de madeira do espaço disponível devido ao seu tamanho e peso e o de pratos depende da disponibilidade de pratos plásticos na cor branca.

27 February 2019 in Revista Brasileira de Climatologia
Verified
Journal Article
Open access
PDF file
AJAna Clara Alves Justi
Ana Clara Alves Justi
MNMarta Cristina De Jesus Albuquerque Nogueira
Marta Cristina De Jesus Albuquerque Nogueira
FSFlavia Maria de Moura Santos
Flavia Maria de Moura Santos
CMCarlo Ralph De Musis
Carlo Ralph De Musis
JNJosé De Souza Nogueira
José De Souza Nogueira
A crescente urbanização promove a degradação contínua do ambiente urbano, como por exemplo, o acréscimo de revestimentos impermeáveis, a redução de áreas verdes, as alterações do albedo e da rugosidade superficial, a canalização de corpos hídricos e a emissão de poluentes por parte das indústrias, que de modo geral, modificam negativamente o microclima, o conforto térmico e consequentemente a qualidade de vida da sociedade. Nessa perspectiva, estudos revelam que os parques urbanos têm o potencial de mitigar alguns dos efeitos nocivos da urbanização. Portanto, objetivou-se com o presente estudo, compreender e analisar o microclima relativo às condições termo higrométricas de um parque, em comparação com uma área urbana de referência, avaliando suas contribuições no conforto térmico dos cidadãos. Para as variáveis temperatura do ar e umidade relativa do ar aferidas no parque, houve redução de até 5,2°C e aumento de até 9,9% quando comparadas à estação fixa em área urbana. Em relação ao conforto térmico, o parque variou a escala de percepção de conforto a desconforto e a estação fixa variou de pouco desconforto a desconforto. Assim, conclui-se que a morfologia do parque analisado contribui para que as condições termo higrométricas interfiram positivamente no microclima e no conforto térmico.

28 August 2024 in Cadernos Cajuína
Verified
Journal Article
Open access
PDF file
HMHenrique Nicolau Grillaud Maranholi
Henrique Nicolau Grillaud Maranholi
FSFlavia Maria de Moura Santos
Flavia Maria de Moura Santos
A compreensão dos sistemas climáticos urbanos e a educação ambiental são cruciais para um futuro sustentável. A modelagem climática e os jogos escolares surgem como ferramentas promissoras para o ensino de ciências ambientais. O objetivo deste estudo é desenvolver uma discussão acerca da integração da modelagem de sistemas climáticos urbanos e jogos escolares como procedimento científico e possível abordagem interdisciplinar para o ensino de ciências ambientais. Foram selecionados estudos recentes que abordam a modelagem climática, jogos escolares e ensino de ciências, utilizando bases de dados. Os estudos revisados demonstram que a combinação dessas ferramentas promove a compreensão dos sistemas climáticos urbanos, o desenvolvimento de habilidades de resolução de problemas e pensamento crítico, e estimula a consciência ambiental. A integração da modelagem e jogos representa uma estratégia promissora, permitindo a aplicação prática de conceitos teóricos e a tomada de decisões informadas. Pesquisas futuras devem explorar o potencial dessa abordagem em diferentes contextos e desenvolver novos recursos para enriquecer a aprendizagem.

6 August 2025 in Revista Brasileira de Geografia Física
Verified
Journal Article
Open access
PDF file
PMPauline Da Mata Marques
Pauline Da Mata Marques
FSFlavia Maria de Moura Santos
Flavia Maria de Moura Santos
YMYasmine Ibrahim Ali Martins
Yasmine Ibrahim Ali Martins
RCRoberta Daniela de Souza Colombo
Roberta Daniela de Souza Colombo
JNJonathan Willian Zangeski Novais
Jonathan Willian Zangeski Novais
VPVálery Kessis da Silva Pires
Válery Kessis da Silva Pires
Este estudo consiste na análise e comparação da qualidade ambiental de uma região de expansão urbana da cidade de Cuiabá-MT entre os anos de 2005 e 2021. Esta região sofreu um intenso processo de urbanização nos últimos anos, desprovido de planejamento e de análises no campo do uso do solo, cobertura da terra e qualidade ambiental urbana. Cada lote da área foi mapeado e classificado, com a utilização dos Sistemas de Informações Geográficas (SIGs), para elaborar as cartas temáticas de uso do solo e cobertura da terra, sendo cruzadas, e tendo como resultado final a carta de qualidade ambiental urbana dos anos de 2005 e 2021, comparando aos resultados obtidos. Esta comparação entre os anos de 2005 e 2021 visa identificar os problemas e pontos a serem melhorados, e o que resultou na piora dos índices de qualidade ambiental, podendo assim subsidiar o estudo e desenvolvimento de políticas públicas e orientações de ações municipais para um planejamento urbano eficiente, visando a melhoria da qualidade ambiental urbana e da qualidade de vida da população. Como resultado, observou-se que a qualidade ambiental da região, apesar de ainda apresentar predominantemente bons índices no decorrer dos anos de estudo, foi demasiadamente prejudicada em um curto período, possuindo também áreas com índices de qualidade ruins e usos incompatíveis.