Novas tecnologias são necessárias, para otimizar o fertilizante nitrogenado aplicado nas forrageiras tropicais e uma delas é a combinação com microrganismos promotores de crescimento como o A. brasilense (Azospirillum brasilense). Assim, objetivou-se avaliar a associação de A. brasilense a fontes de fertilizantes nitrogenados na produção acumulada de lâmina foliar (LF), acúmulo de macronutrientes no tecido foliar e a eficiência de uso do nitrogênio (EUN) no capim marandu (Urochloa brizantha cv Marandu). Para isso, foi instalado um experimento a campo no bioma Amazônia Meridional num delineamento experimental em blocos casualizados no esquema fatorial 2x3, sendo com e sem A. brasilense e duas fontes de nitrogênio (ureia comum; ureia revestida) e um nível do fator adubação sem a aplicação de nitrogênio, com 4 repetições. A cada ciclo de crescimento foram aplicadas 40kg de N ha-1 e uma dose de 300mL ha-1 do inoculante, via foliar, A. brasilense, estirpes CNPSo 2083 e 2084, com garantia de 2.0 x 1011. A aplicação foliar de A. brasilense associada à adubação nitrogenada promove aumento médio de 17% na produção de lâmina foliar (LF), no acúmulo de Ca da parte aérea e maior EUN no ambiente amazônico. A ureia revestida proporciona aumento médio de 27 e 91% na LF em relação à ureia comum e sem ureia, respectivamente, aumento na absorção de N, Ca e de Mg, quando inoculadas e de N, P, Ca, Mg e S quando não inoculadas. Independente da inoculação a ureia revestida teve maior EUN do que a ureia comum.