Considerando os desafios educacionais enfrentados por comunidades rurais, marcadas por limitações de acesso à tecnologia, baixa escolaridade familiar e impactos pós-pandemia, estratégias pedagógicas inovadoras que promovam aprendizagem significativa e protagonismo juvenil tornam-se fundamentais para a transformação social desses territórios. Este estudo apresenta um relato de experiência do projeto de extensão “Sopa de Conhecimento”, desenvolvido pela Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM) com estudantes do 7º ano da Escola Municipal de Sopa (MG), destacando como a vivência em práticas reais de investigação científica pode favorecer a autonomia, o pensamento crítico e a integração entre escola e comunidade. Para isso, implementou-se um programa baseado em etapas formativas sobre metodologia científica, seguido da organização dos alunos em grupos temáticos e do desenvolvimento de quatro pesquisas: qualidade da água, vacinação, gestão de resíduos e diagnóstico nutricional. O processo envolveu coleta e análise de dados, integração interdisciplinar (Ciências, Matemática, Português, Artes e Informática) e apresentação dos resultados no IV Congresso de Ciências da Saúde da UFVJM. Os estudantes demonstraram capacidade de aplicar o método científico, reconhecer problemas reais da comunidade, interpretar dados e comunicar suas conclusões em formato acadêmico. Os resultados evidenciaram contaminação em águas não tratadas, lacunas de informação sobre vacinas, práticas inadequadas de descarte de resíduos e variação no estado nutricional dos adolescentes da comunidade. Assim, conclui-se que a experiência promoveu uma aprendizagem contextualizada, ampliou a literacia científica e fortaleceu o protagonismo juvenil, reafirmando o papel transformador da extensão universitária em comunidades rurais.
Background/Objectives: Vasomotor symptoms (hot flashes) affect 70–80% of menopausal women, significantly impairing quality of life. Current treatments include hormone therapy, which is contraindicated for many patients, and non-hormonal alternatives with limited efficacy or adverse effects. Cannabidiol (CBD), a non-psychoactive phytocannabinoid, has emerged as a potential therapeutic candidate due to its interaction with the endocannabinoid system. This study aimed to investigate whether a standardized Cannabis sativa extract containing isolated CBD attenuates heat dissipation in ovariectomized rats, a preclinical model of estrogen deficiency. Methods: Female Wistar rats were randomly assigned to sham-operated vehicle-treated (SHAM-V), ovariectomized vehicle-treated (OVX-V), or ovariectomized CBD-treated (OVX-CBD; 10 mg/kg/day, oral gavage) groups. Treatment began on postoperative day 2 and continued for 21 days. Tail-skin temperature, a surrogate marker of heat dissipation, was assessed by infrared thermography on day 14. Energy metabolism was evaluated by indirect calorimetry on day 21. Uterine weight was measured as a biomarker of estrogen depletion. Results: Ovariectomy significantly increased tail temperature compared to SHAM-V. CBD treatment completely prevented this effect, with OVX-CBD animals exhibiting thermographic profiles similar to SHAM-V. Uterine atrophy was not reversed by CBD. No differences in the calorimetry parameter were observed among groups. Conclusions: This study provides novel preclinical evidence that cannabidiol attenuates ovariectomy-induced heat dissipation in rats, without detectable effects on uterine weight or metabolic parameters. These findings suggest that CBD may represent a potential non-hormonal approach for the management of menopausal vasomotor symptoms; however, further studies are required to elucidate the underlying mechanisms and to determine its translational and clinical relevance.