Objective: To understand, from the family’s perspective, the meaning of admitting the child in the hospital with the use of the instructional therapeutic play. Method: A phenomenological research with 12 families of children aged four to nine years old, recently admitted to a public and teaching hospital, in the inland of the state of São Paulo, from October to December 2016. They participated in an instructional therapeutic play session focusing on the procedures performed at hospital admission: weight, height, and vital sign measurements and test collection. The families, in turn, were invited to participate in a phenomenological interview the day after the session. Results: The instructional therapeutic play collaborated in the therapeutic procedures by understanding and modifying the child’s behavior. Also stressed by the families was the need for the toy to be incorporated as nursing care. Conclusion: Given the benefits to the child, the family believes that this strategy should be performed as a routine nursing care and, therefore, performed systematically during child hospitalization.
Objective: to understand how nurses assess the implementation of therapeutic play by the nursing staff in the care provided to children. Method: qualitative study addressing nurses providing pediatric care in hospitals located in five Brazilian regions. Face-to-face meetings were held with nine focal groups between January and August 2018. The sessions lasted two hours on average and were audio-recorded and transcribed verbatim. Data were analyzed through inductive thematic analysis. Results: 52 nurses reported their perspectives regarding play and therapeutic play implemented in the care provided to children, which revealed The power of Play-Care implemented in nursing care: advancements and challenges and its subthemes: using puppets/dolls and dramatizing procedures; using distraction strategies to perform the procedures; wearing colorful and fun uniforms; recognizing the power of play in nursing care; and barriers challenging the connection between play and care in nursing practice. Conclusion: the power of Play-Care is manifested in the routine of nursing care through playful attitudes; however, these attitudes appear to be individual initiatives rather than systematized in the nursing process. Hence, there is a need to expand the possibilities of teaching this topic by promoting training programs, including practical activities and virtual learning environments.
Resumo Objetivo analisar o processo de apreensão e transformação do uso do brincar e brinquedo pela equipe de enfermagem de uma unidade pediátrica. Método estudo apoiado na pesquisa convergente assistencial, envolvendo rodas de conversas com 11 profissionais de uma equipe de enfermagem, atuantes em uma unidade de internação pediátrica de um hospital de ensino. Foi desenvolvido entre Dezembro de 2018 e Maio de 2019. Resultados Houve reconhecimento do brincar como inerente à criança e benéfico na interação com esta, quando hospitalizada. Os participantes percebem a não apropriação do brincar estruturado em suas práticas, prospectam ampliação, porém identificam entraves associados ao pouco apoio institucional. Dos desdobramentos, decidiram por inserção do fantoche e capacitação para o uso do brincar estruturado. Conclusões e implicações para a prática a inserção do brincar no hospital demanda ruptura com o modelo biomédico em saúde e apostas em uma cultura institucional de reconhecimento do brincar. O brincar ao longo da hospitalização integra um cuidado justo, humano e integral, que deve ser para a equipe de enfermagem motivo de luta e garantia, correspondendo às instituições, o dever de dar suporte, tanto no âmbito dos processos de trabalho, quanto no da educação permanente.
1 December 2020 in Revista da Sociedade Brasileira de Enfermeiros Pediatras
Introdução A Sociedade Brasileira de Enfermeiros Pediatras (SOBEP) tem como compromisso assumido em seu estatuto congregar os enfermeiros, que se interessem pela saúde da criança desde o seu nascimento até o final da adolescência, bem como incentivar, aperfeiçoar e difundir os conhecimentos da especialidade, promovendo condições de atualização permanente através da utilização dos melhores meios disponíveis, podendo conceder título de especialista após avaliação do candidato, promover cursos de especialização, treinamento, aperfeiçoamento e educação continuada e promover e incentivar a formação [...] Introdução A Sociedade Brasileira de Enfermeiros Pediatras (SOBEP) tem como compromisso assumido em seu estatuto congregar os enfermeiros, que se interessem pela saúde da criança desde o seu nascimento até o final da adolescência, bem como incentivar, aperfeiçoar e difundir os conhecimentos da especialidade, promovendo condições de atualização permanente através da utilização dos melhores meios disponíveis, podendo conceder título de especialista após avaliação do candidato, promover cursos de especialização, treinamento, aperfeiçoamento e educação continuada e promover e incentivar a formação
Resumo Existe consenso na literatura sobre a importância do uso do brinquedo terapêutico (BT), recomendando-se a sua sistematização no planejamento do cuidado pediátrico, contudo há lacunas no conhecimento sobre como sistematizar esse cuidado e implementa-lo em unidades hospitalares. Objetivos Propor um modelo de implementação sistemática do BT para unidades pediátricas hospitalares e descrever as etapas desse processo. Método estudo descritivo, de abordagem qualitativa, desenvolvido em unidades de internação e terapia intensiva pediátricas, apoiado pela ferramenta PDCA (Plan, Do, Check e Action). Os dados foram coletados por meio da observação da dinâmica dos atendimentos da unidade e entrevista com onze dos profissionais do grupo de referência de BT e, a seguir procedeu-se a análise temática. Resultados a implementação do BT evidenciou resultados positivos, seja na perspectiva dos integrantes do grupo de referência, seja na percepção de aumento da frequência na prática de realização do BT ou, ainda, pelo reconhecimento da família e da instituição. Conclusão e implicações para a prática As etapas percorridas no processo de implementação do BT em unidades pediátricas fornecem subsídios para direcionar profissionais de diferentes instituições a implementar de forma sistemática esta prática lúdica.
Objectives: to understand how nurses attribute meaning to their role in the interaction with children while using Therapeutic Play and building a Theoretical Model, representative of that experience. Method: a qualitative research study conducted in the light of Symbolic Interactionism and the Grounded Theory. The participants were eleven nurses of both genders and with experience in the use/teaching of this playful approach. Data were collected by means of participant observation and semi-structured interviews completed by story-drawing, simultaneously to the analysis following these steps: initial coding, categorization, theoretical coding, and apprehension of the central category until reaching theoretical saturation, enabling creation of the Theoretical Model. Results: two interactive phenomena were revealed. Striving to offer children welcoming and effective assistance through Therapeutic Play, which unveils nurses' sensitization towards children's/adolescents' distress, recognizing their playful nature and games as essential to their work, leading them to “embrace this cause”. Implementing actions so that Therapeutic Play becomes a reality in the care of children/adolescents, which describes the nurses' actions when they start using it helping children to cope with difficulties, favoring bond, catharsis, protagonism, welcoming, facing difficulties or receiving support from the institution, becoming famous as “nurses that play” and feeling gratified. Its integration allowed creating the Theoretical Model: Feeling gratified and fulfilled for promoting qualified and humanized assistance for children/adolescents by means of Therapeutic Play, representing the essence of this experience. Conclusion: by interacting playfully with children, nurses recognize several feelings that mobilize them: satisfaction, sense of responsibility and reciprocity, in addition to perceiving themselves as agents of change in favor of qualified playful care.