O extrativismo vegetal e animal serve como uma das estratégias de sobrevivência e atividade complementar para a maioria das famílias de agricultores tradicionais da Amazônia. A contribuição dessas atividades para a composição da renda familiar é governada pela disponibilidade de mão de obra familiar e pela dinâmica de preços do mercado (Pereira et al., 2015 Pereira, H. S., Vinhote, M. L. A., Zingra, A. F. C., & Takeda, W. M. (2015). A multifuncionalidade da agricultura familiar no Amazonas: desafios para a inovação sustentável. Revista Terceira Margem Amazônia, 1(5), 59-74. ). No entanto, as comunidades extrativistas também enfrentam desafios externos à unidade de produção, como a deficiente infraestrutura de transporte e as dificuldades de acesso ao mercado. Essas condições precarizadas favorecem os atravessadores e resultam em preços baixos pagos para os produtores extrativistas. A posição desvantajosa dos extrativistas é exacerbada pela sua baixa influência na definição dos preços, em parte devido à sua frágil organização comunitária (Bethonico et al., 2023 Bethonico, M. B. M., Costa, P., Repetto, M., Euler, A. M. C., Sganzerla, A., Lapola, D. M., Bijou, J. J., Silva, L. J. S., Guerreiro, Q. L. M., Oliveira Júnior, R. C., Sousa, W. P., Castilho, C. V., Santos, D. B., Queiroz, F. B. D., Silva, K. E. & Guedes, M. C. (2023). Análise situacional de comunidades extrativistas de castanha-da-amazônia. In L. H. O. Wadt, J. F. Maroccolo, M. C. Guedes & K. E. Silva (Eds.), Castanha-da-amazônia: estudos sobre a espécie e sua cadeia de valor. Brasília: Embrapa. ).