A indústria automotiva é um importante setor da economia brasileira, sendo responsável por 5% do PIB do país. Apesar dos avanços tecnológicos da indústria, algumas das atividades realizadas ainda dependem de trabalho manual, repercutindo em riscos à saúde do trabalhador. Nesse sentido, a ergonomia atua visando melhorias de segurança e consequente aumento da produtividade no setor. Assim, esta pesquisa teve como objetivo avaliar, por meio da eletromiografia de superfície, os riscos de lesões musculoesqueléticas inerentes à atividade de montagem de veículos desempenhada por um operador de linha de montagem em uma montadora de automóveis da região sul do Brasil. Como resultado, identificaram-se duas principais posturas de trabalho, em pé e sentado, sendo que em ambas posições o trabalhador realiza a colocação manual de peças adotando flexão de tronco e anteriorização da cabeça. Observou-se maior ativação mioelétrica na postura em pé, principalmente nos grupos musculares multífido esquerdo e trapézio superior direito. Apesar disso, ocorre um favorecimento da recuperação muscular na posição em pé, ainda que ambas as posições apresentem tendência de fadiga muscular e possam levar o trabalhador a sofrer desordens musculoesqueléticas.