Cooking oil waste leads to well-known environmental impacts and its bioremediation by lipase-based enzymatic activity can minimize the high cytotoxic potential. In addition, they are among the biocatalysts most commercialized worldwide due to the versatility of reactions and substrates. However, although lipases are able to process cooking oil wastes, the products generated from this process do not necessarily become less toxic. Thus, the aim of the current study is to analyze the bioremediation of lipase-catalyzed cooking oil wastes, as well as their effect on the cytotoxicity of both the oil and its waste before and after enzymatic treatment. Thus, assessed the post-frying modification in soybean oil and in its waste, which was caused by hydrolysis reaction catalyzed by commercial and home-made lipases. The presence of lipases in the extracts obtained from orange wastes was identified by zymography. The profile of the fatty acid esters formed after these reactions was detected and quantified through gas chromatography and fatty acids profile compared through multivariate statistical analyses. Finally, the soybean oil and its waste, with and without enzymatic treatment, were assessed for toxicity in cytotoxicity assays conducted in vitro using fibroblast cell culture. The soybean oil wastes treated with core and frit lipases through transesterification reaction were less toxic than the untreated oils, thus confirming that cooking oil wastes can be bioremediated using orange lipases.
O jambu (Spilanthes oleracea L.) pertence à família Asteraceae, nativa da Amazônia, de clima tropical. Essa planta é uma hortaliça bastante cultivada e consumida na região Norte do Brasil, principalmente no Pará. Algumas de suas formas de utilização são nos restaurantes de comidas exóticas utilizando a inflorescência de jambu para compor seus pratos diferenciados na gastronomia. Entretanto o maior interesse nesta cultura é devido ao seu óleo essencial amplamente utilizado nas indústrias cosméticas e farmacêuticas. Nesta pesquisa, objetivou-se a obtenção e caracterização do óleo essencial de jambu cultivado de modo orgânico e convencional e seu possível efeito fungicida. O óleo essencial de folhas e inflorescências de duas cultivares (Jambuarana e Nazaré) foi obtido pela técnica de 'arraste a vapor d’água', usando um aparelho de Clevenger modificado e submetido, posteriormente, à análise por CG acoplada a um espectrômetro de massas CG-EM, a fim de analisar sua composição química. Além disso, foi testada a atividade antifúngica sobre Aspergillus niger. O óleo de Spilanthes oleracea mostra diferenças entre as cultivares e entre os órgãos estudados, em função de sua fenologia. O maior potencial antifúngico observado foi obtido de inflorescências da cv. Nazaré orgânica. Esta espécie é promissora produtora de óleos essenciais de alto valor agregado.
1 January 2022 in Anais da Academia Brasileira de Ciências
A presença de plantas daninhas pode afetar a cultura da cana-de-açúcar, principalmente no início de seu desenvolvimento. Dessa forma, o objetivo desse estudo foi avaliar a eficácia dos herbicidas amicarbazone e flumioxazim aplicados em pré-emergência das espécies Merremia aegypitia, Mucuna aterrima e Ricinus communis, consideradas de difícil controle no sistema de cana crua. O estudo foi conduzido em condições de campo, em solo de textura arenosa coberto por 10 t. ha-1 de palha de cana-de-açúcar. Para isso, o experimento foi realizado em quadruplicata delineados em blocos casualizados. Foram utilizadas sementes das plantas daninhas certificadas, na densidade de 10 plantas m-2, os herbicidas amicarbazone (1400 g. ha-1 i.a.) e flumioxazim (250 g.ha-1 i.a.) foram aplicados em equipamento pulverizador costal pressurizado com CO2. Foram realizadas avaliações de % de controle e fitotoxicidade aos 7, 14, 23, 28 e 35 DAA. A biomassa da parte aérea das plantas daninhas aos 35 DAA também foi avaliada. Nas condições estudadas, o herbicida amicarbazone apresentou resultados superiores em relação aos demais tratamentos, com elevada porcentagem de controle para as três espécies estudadas (acima de 84,28% de controle), para as espécies R. communis e M. aegypitia não houve diferença significativa nos tratamentos com e sem palha, já para a M. aterrima o tratamento com amicarbazone mostrou-se mais eficaz sem a palha (97,14% de controle) em relação ao tratamento com palha (84,28% de controle). Já o herbicida flumioxazim, aplicado em condições similares, apresentou elevada porcentagem de controle apenas para M. aegyptia (100% de controle), para a qual, a presença de palha não alterou sua ação.