Nimmo, E. R., A. I. de Carvalho, R. Laverdi, and A. E. B. Lacerda. 2020. Oral history and traditional ecological knowledge in social innovation and smallholder sovereignty: a case study of erva-mate in Southern Brazil. Ecology and Society 25(4):17. https://doi.org/10.5751/ES-11942-250417
This paper describes the development of a transdisciplinary knowledge network dedicated to supporting agroecology knowledge exchange and capacity building that is particularly focused on the sustainable use and conservation of agrobiodiversity. The network—Fostering Effective Agroecology for Sustainable Transformation, or FEAST—includes nodes in Brazil, Cuba, Mexico, and Canada’s Northwest Territories and has been engaged in Participatory Action Research activities since 2015. This paper examines the development of the network over time, including a workshop held in 2019 in and around Curitiba, Brazil, and reflects on the outcomes of knowledge exchange activities. We discuss how the development of the FEAST network has informed participants’ local practice and their sense of belonging to a larger-scale, international movement for agroecology, agrobiodiversity conservation, and food system sustainability.
1 October 2020 in História, Ciências, Saúde-Manguinhos
É claro que a perspectiva de trazer o mundo para a história – analisando a trajetória humana em sua interação com a variedade de seres, elementos e dinâmicas que nele existem – está presente nos trabalhos de inúmeros historiadores, antropólogos, geógrafos etc. Temos simpatia por uma leitura ampla, aberta e lato sensu da história ambiental, seja em relação aos autores do passado ou do presente; no entanto, neste artigo optamos por um recorte mais stricto sensu da produção bibliográfica existente. Quer dizer, comentaremos apenas os trabalhos de autores que se definem de alguma maneira como conectados à comunidade acadêmica da história ambiental, mapeando sua participação em eventos e publicações do campo.
28 April 2017 in Fronteiras: Journal of Social, Technological and Environmental Science
A partir do século XIX, os Campos Gerais, no segundo planalto paranaense, foram visitados por viajantes europeus e brasileiros. Os relatos deixados por eles constituem um importante conjunto documental para a historiografia paranaense. Dessa série, selecionamos três para compor a pesquisa que se segue. São eles: Viagem pela comarca de Curitiba, de Auguste de Saint-Hilaire; Novo caminho no Brasil Meridional, de Thomas Plantagenet Bigg-Wither; e Viagem filosófica aos Campos Gerais e sertão de Guarapuava, de Visconde de Taunay, de 1886. Nesses três relatos cada um dos viajantes destacou os Campos Gerais, dedicaram várias páginas a descrever a paisagem, buscando expor os elementos que a compunham e insistindo em sua grande beleza e possível utilidade.
Indigenous peoples and local communities are key actors in the preservation of important biodiversity resources around the world. However, the ever-encroaching agricultural frontier and expansion of conventional agricultural practices threaten these communities, their autonomy over the land, and the traditional knowledge and practices associated with biodiverse ecosystems. Agroecology emerges as an important solution to support the continuation of agrobiodiversity, food security, and environmental conservation, but top-down solutions often do not resonate with the lived realities of traditional, Indigenous, and small-scale farming communities. This paper examines a collaborative research and narrative network developed over the past several years around traditional erva-mate agroforestry production in Southern Paraná, Brazil. It offers an example of how oral environmental history and public history can support conservation practices through agroecology. The key outcomes of this interdisciplinary, multi-dimensional research and engagement were the development of a candidacy for the system to be recognized as a Globally Important Agricultural Heritage System (GIAHS) from the Food and Agricultural Organization of the United Nations (FAO) and the implementation of a Dynamic Conservation Action Plan to address the threats and challenges farmers and communities are facing. The discussion explores two concepts that were integral to these processes, the creation of narrative networks and a focus on plurivocity. Both approaches ensured that the actions, knowledge, and narratives developed through the GIAHS candidacy were not imposed but agreed upon and generative through narrative and dialogue, remaining true to the realities and lived experiences of community members.
14 December 2021 in Historia Ambiental Latinoamericana y Caribeña (HALAC) revista de la Solcha
No inverno de 1975, uma geada foi responsável pela desidratação e a consequente queima de cafezais na região norte do Paraná, alterando de modo significativo sua paisagem agrícola e economia. Após sofrerem os efeitos de uma geada de vento, as plantas exalam odor de queimado e ganham um aspecto escurecido, o que influenciou sua denominação de geada negra. Sua incidência foi noticiada nos jornais locais, tais como os londrinenses Panorama e Folha de Londrina, como causa do “fim da cafeicultura” desenvolvida no estado e de problemas sociais relacionados ao campo. Ao contrastarmos os discursos produzidos nesses periódicos no momento logo após a ocorrência da intempérie com aqueles reiterados na Folha de Londrina na década seguinte, e o exposto na Gazeta do Povo, 40 anos depois, assim como os relatos presentes no documentário Geada Negra: a História do Paraná, da economia cafeeira ao êxodo rural, de Adriano Justino (2008), podemos perceber permanências e mudanças sobre a interpretação da causalidade única, ou seja, da geada como tendo sido determinante para a retração da cafeicultura. Neste artigo, argumentamos que a recorrência a essa explicação se relaciona com os sentidos narrados por aqueles que a vivenciaram, pois a sensação do frio e o desespero da visão dos cafeeiros queimados influenciam a memória que se tem sobre evento.