Objective: This study aims to review and synthesize scientific evidence to assess the association between excess body weight and depression among adults. Methods: The systematic research of observational studies was held from January to March 2015 on Pubmed, Web of Science, Scopus, Embase, PsycInfo, Psicodoc, Psycarticles, and Isi Web. A prevalence ratio (PR) was adopted as a summary measurement. All articles were evaluated for methodological quality and risk of bias. Metaregression was used to investigate heterogeneity and to identify the variation between the studies in relation to the estimates of the effects. Results: In this review, 9 studies (N = 171,701) met the inclusion criteria. All articles obtained adequate methodological quality. Most studies had high or unclear risk of bias. Overweight and obesity were assessed by body mass index. People with obesity were 32% more likely to have depression compared to those who were eutrophic (PR = 1.32; 95% confidence interval [CI], 1.26–1.38). After a gender analysis, the results showed statistically significant differences in obese versus eutrophic women (PR = 1.36; 95% CI, 1.28–1.34). Conclusions: There is consistent evidence that overweight or obesity was associated with depression.
This article discusses the relationship between both poverty and food insecurity (FI) and the COVID-19 pandemic, as well as presenting possible strategies and actions for increasing social protection in the fight against these conditions in the current epidemiological context, especially for low-income countries. This is a narrative review concerning COVID-19, poverty, and food and nutritional insecurity. The COVID-19 pandemic may increase poverty and FI levels, resulting from the absence of or weak political, economic and social interventions to maintain jobs, as well as compromised food production and distribution chains and reduced access to healthy foods in different countries around the world, especially the poorest ones, where social and economic inequality was already historically high; the pandemic heightens and uncovers the vulnerability of poor populations. Public policies focused on guaranteeing the human right to adequate food must be improved and implemented for populations in contexts of poverty with the aim of providing food security.
Resumo O surgimento da COVID-19 no Brasil explicitou ainda mais a enorme discrepância entre diferentes realidades sociais que coexistem no país, reacendendo as discussões acerca da segurança alimentar e nutricional, à semelhança do que vem acontecendo em outros países que enfrentam a mesma situação de pandemia. Argumenta-se neste trabalho que os riscos para a Segurança Alimentar e Nutricional (SAN) e a fome dos brasileiros já vinham se apresentando desde 2016, sendo agora aprofundados pela emergência da epidemia da COVID-19, passando a exigir compreensão da extensão e da magnitude dos problemas e articulação de medidas governamentais nas três esferas de gestão (federal, municipal e estadual), que possam assegurar o acesso à alimentação adequada e saudável, com vistas a reduzir os impactos negativos da doença na condição de alimentação, saúde e nutrição dos mais vulneráveis. Assim, este texto pretende contribuir para o debate sobre as medidas a serem adotadas pelos governos e sociedade para promover e garantir a SAN e impedir que a insegurança e a expansão da fome avancem durante e após a crise social e sanitária gerada pela pandemia.
Resumo: A prevalência de HIV entre mulheres transgênero é desproporcional quando comparamos com a população geral em vários países. O estigma e a discriminação, por conta da identidade de gênero, têm sido comumente associados à vulnerabilidade ao HIV/aids. O objetivo foi realizar uma revisão sistemática da literatura para analisar a relação entre o estigma e a discriminação relacionados à identidade de gênero de mulheres transgênero e à vulnerabilidade ao HIV/aids. Revisão sistemática da literatura, que envolveu as etapas de identificação, fichamento, análise e interpretação de resultados de estudos valendo-se da seleção em cinco bases: PubMed, Scopus, Web of Science, Science Direct e LILACS. Não houve estabelecimento de período de tempo a priori para essa revisão. Os estudos foram avaliados de acordo com critérios de inclusão e exclusão. Foram incluídos artigos em inglês, português ou espanhol, que relacionavam o estigma e a discriminação com a vulnerabilidade de mulheres transgênero ao HIV. Foram encontrados 41 artigos, majoritariamente qualitativos, publicados no período entre 2004 e 2018, e categorizados em três dimensões do estigma: nível individual, interpessoal e estrutural. Os dados permitem destacar que os efeitos do estigma relacionado à identidade de gênero, como a violência, a discriminação e a transfobia, são elementos estruturantes no processo da vulnerabilidade da população de mulheres transgênero ao HIV/aids. Os trabalhos mostraram relação entre estigma e discriminação com a vulnerabilidade de mulheres transgênero ao HIV/aids e apontaram para a necessidade de políticas públicas que combatam a discriminação na sociedade.
13 December 2019 in Reviews in Endocrine and Metabolic Disorders