O avanço acelerado do consumo de combustíveis fósseis, impulsionado pelo crescimento exponencial da produção e do consumo de mercadorias – sobretudo nos países altamente industrializados –, tem provocado impactos ambientais irreversíveis, comprometendo o equilíbrio ecológico e agravando a crise climática global. Diante desse cenário, torna-se imprescindível uma transição energética estruturada, baseada na integração de fontes renováveis, garantindo a redução das emissões de carbono e a mitigação dos efeitos das mudanças climáticas. Além disso, essa transformação deve estar alinhada à preservação da biodiversidade, assegurando que a adoção de energias limpas não resulte na degradação de ecossistemas sensíveis. Paralelamente, é fundamental promover uma economia verde, capaz de conciliar desenvolvimento sustentável e inclusão socioeconômica, fomentando políticas que incentivem investimentos nessa área. Dito isso, indagamos: De que maneira a transição energética pode ser implementada de forma eficaz, garantindo a integração de fontes renováveis, a preservação da biodiversidade e o fortalecimento da economia verde em um contexto de crise climática? Desse modo, nos debruçamos, teoricamente, sobre os trabalhos de Warming (1908), Sachs (2000), Bautista Vidal e Vasconcellos (2001), Vasconcellos (2002), Galindo-Leal e Câmara (2005), Vasconcellos, Bautista Vidal e Guimarães (2005), Alvim e Badiru (2014), Bursztyn (2012), Wilson (2012), Bursztyn e Bursztyn (2013), Holmgren (2013), Peixoto, Luz e Brito (2016), Mauad, Ferreira e Trindade (2017), Moreira (2019), entre outros. Metodologicamente, fizemos uso da pesquisa qualitativa conforme Minayo (2006), descritiva e bibliográfica de acordo com Gil (2006) e com o viés compreensivo a partir de Weber (1969). Os achados evidenciam que a transição energética eficaz requer um planejamento integrado, considerando aspectos tecnológicos, ambientais e socioeconômicos. A adoção de fontes renováveis deve ser acompanhada de políticas públicas que incentivem pesquisa e inovação, minimizando impactos sobre ecossistemas sensíveis. Além disso, aeconomia verde deve ser fomentada por meio de incentivos fiscais e investimentos sustentáveis, promovendo inclusão social. Observou-se que países com estratégias articuladas entre Estado e setor privado alcançam melhores resultados na descarbonização. Por fim, destaca-se a necessidade de uma governança global para garantir a efetividade das ações climáticas.