Carlos Lopatiuk

Dr. Carlos Lopatiuk


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1 April 2025 in ARACÊ
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ASAntonio Nacilio Sousa Dos Santos
Antonio Nacilio Sousa Dos Santos
JFJosé Neto de Oliveira Felippe
José Neto de Oliveira Felippe
EFEdimar Fonseca da Fonseca
Edimar Fonseca da Fonseca
CNCarlos Rigor Neves
Carlos Rigor Neves
WJWaldyr Barcellos Júnior
Waldyr Barcellos Júnior
LFLindon Jhon Lima De Freitas
Lindon Jhon Lima De Freitas
Este artigo propõe uma reflexão crítica sobre o ato de ler como prática libertadora, a partir da perspectiva de Paulo Freire e de sua defesa por uma educação comprometida com a formação da consciência crítica. Porque, para Freire, ler não é apenas decodificar palavras, mas sim interpretar o mundo em sua complexidade e contradições. E é justamente nesse processo de leitura do mundo que se abre espaço para a autonomia, a escuta e a problematização da realidade. Ao longo da pesquisa, discutimos como a leitura crítica pode se tornar um caminho de emancipação para sujeitos historicamente silenciados. Pois é por meio do diálogo e da escuta ativa que a palavra ganha sentido político e transformador. Dito isso, indagamos: Como o ato de ler, na perspectiva de Paulo Freire, pode ser concebido como uma prática libertadora capaz de promover a construção da consciência crítica na formação do sujeito? Para isso, a centralidade teórica orbita sobre as obras de Freire (1967; 1974; 1979; 1985; 2000; 2011), dialogando com Piaget (1983), Faundez (1985), Vygotsky (1991; 2003; 2010), McLaren (1992; 1997; 2005), Cortella (1996; 2017), Gadotti (1996; 1998; 2018), Kohan (2005; 2020), hooks (2010; 2013), Giroux (2011; 2013; 2014; 2022), Romão (2008), Torres (2008), Gutiérrez (2008), Garcia (2008), Gramsci (1999; 2000; 2001), Bourdieu (s.d.), entre outros. A pesquisa é de cunho qualitativa a partir de Minayo (2007), descritiva e bibliográfica conforme Gil (2008) e utilizando a perspectiva analítica compreensiva de Weber (1984). Os achados da pesquisa revelaram que o ato de ler, sob a perspectiva freireana, é um exercício de desvelamento do mundo que possibilita ao sujeito reconhecer-se como agente histórico em contextos de opressão. A leitura crítica promove deslocamentos de consciência, rompe com a passividade e fortalece a autonomia intelectual. Verificou-se que, quando mediada de forma dialógica e problematizadora, a leitura pode gerar processos formativos emancipatórios. Assim, o texto deixa de ser apenas um objeto a ser decifrado para se tornar um território de disputa e transformação. A leitura, portanto, constitui-se como prática ética, política e pedagógica de libertação.

1 February 2025 in ARACÊ
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ASAntonio Nacílio Sousa Dos Santos
Antonio Nacílio Sousa Dos Santos
TSTerezinha Sirley Ribeiro Sousa
Terezinha Sirley Ribeiro Sousa
CNCarlos Rigor Neves
Carlos Rigor Neves
EFEdimar Fonseca Da Fonseca
Edimar Fonseca Da Fonseca
ULUanderson da Silva Lima
Uanderson da Silva Lima
RCRayza Fonseca de Araújo Costa
Rayza Fonseca de Araújo Costa
Esta pesquisa analisa a educação inclusiva como um direito fundamental dos estudantes com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e a responsabilidade do Estado na formulação, implementação e fiscalização das políticas públicas que garantam acesso, permanência e aprendizagem de qualidade. A pesquisa discute o arcabouço legal que sustenta a inclusão educacional no Brasil, os desafios enfrentados pelas instituições de ensino e as práticas necessárias para assegurar a consolidação dos direitos da pessoa com TEA. Desse modo, indagamos: Diante das normativas nacionais e internacionais que asseguram o direito à educação inclusiva, de que maneira o Estado brasileiro tem implementado políticas públicas eficazes para garantir o acesso, a permanência e a aprendizagem dos estudantes com Transtorno do Espectro Autista (TEA) no sistema educacional? Teoricamente, utilizamos os repertórios de Camurça (2022), Barbosa (2023), Desidério (2024), Guilherme (2019), Gomes (2019), Werneck (1997), Sassaki (1997), Capellini, et. al. (2010), entre outros e normativas como Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Lei nº 13.146/2015) e a Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva (2008). As políticas públicas voltadas para a inclusão educacional dos estudantes com TEA têm avançado juridicamente, mas ainda enfrentam desafios na implementação, devido à falta de infraestrutura, formação insuficiente de professores e ausência de suporte adequado. O Estado tem responsabilidade direta na garantia do acesso e permanência desses estudantes, exigindo investimentos contínuos para consolidar uma educação verdadeiramente inclusiva. A colaboração entre escola, família e profissionais especializados é essencial para promover uma aprendizagem significativa e adaptada às necessidades dos alunos com TEA. No entanto, a inclusão escolar não deve ser apenas um princípio normativo, mas uma prática efetiva que assegure e consolide a valorização da diversidade. Assim, garantir um ambiente educacional acessível e acolhedor é fundamental para a construção de uma sociedade mais inclusiva.

5 March 2025 in OBSERVATÓRIO DE LA ECONOMÍA LATINOAMERICANA
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ASAntonio Nacílio Sousa dos Santos
Antonio Nacílio Sousa dos Santos
JFJosé Neto de Oliveira Felippe
José Neto de Oliveira Felippe
KSKadja Lemos Silva
Kadja Lemos Silva
IAIsmael Duarte Assunção
Ismael Duarte Assunção
KPKleberson Ricardo de Oliveira Pereira
Kleberson Ricardo de Oliveira Pereira
FFFrancis de Sousa Fernandes
Francis de Sousa Fernandes
O avanço acelerado do consumo de combustíveis fósseis, impulsionado pelo crescimento exponencial da produção e do consumo de mercadorias – sobretudo nos países altamente industrializados –, tem provocado impactos ambientais irreversíveis, comprometendo o equilíbrio ecológico e agravando a crise climática global. Diante desse cenário, torna-se imprescindível uma transição energética estruturada, baseada na integração de fontes renováveis, garantindo a redução das emissões de carbono e a mitigação dos efeitos das mudanças climáticas. Além disso, essa transformação deve estar alinhada à preservação da biodiversidade, assegurando que a adoção de energias limpas não resulte na degradação de ecossistemas sensíveis. Paralelamente, é fundamental promover uma economia verde, capaz de conciliar desenvolvimento sustentável e inclusão socioeconômica, fomentando políticas que incentivem investimentos nessa área. Dito isso, indagamos: De que maneira a transição energética pode ser implementada de forma eficaz, garantindo a integração de fontes renováveis, a preservação da biodiversidade e o fortalecimento da economia verde em um contexto de crise climática? Desse modo, nos debruçamos, teoricamente, sobre os trabalhos de Warming (1908), Sachs (2000), Bautista Vidal e Vasconcellos (2001), Vasconcellos (2002), Galindo-Leal e Câmara (2005), Vasconcellos, Bautista Vidal e Guimarães (2005), Alvim e Badiru (2014), Bursztyn (2012), Wilson (2012), Bursztyn e Bursztyn (2013), Holmgren (2013), Peixoto, Luz e Brito (2016), Mauad, Ferreira e Trindade (2017), Moreira (2019), entre outros. Metodologicamente, fizemos uso da pesquisa qualitativa conforme Minayo (2006), descritiva e bibliográfica de acordo com Gil (2006) e com o viés compreensivo a partir de Weber (1969). Os achados evidenciam que a transição energética eficaz requer um planejamento integrado, considerando aspectos tecnológicos, ambientais e socioeconômicos. A adoção de fontes renováveis deve ser acompanhada de políticas públicas que incentivem pesquisa e inovação, minimizando impactos sobre ecossistemas sensíveis. Além disso, aeconomia verde deve ser fomentada por meio de incentivos fiscais e investimentos sustentáveis, promovendo inclusão social. Observou-se que países com estratégias articuladas entre Estado e setor privado alcançam melhores resultados na descarbonização. Por fim, destaca-se a necessidade de uma governança global para garantir a efetividade das ações climáticas.

5 March 2025 in OBSERVATÓRIO DE LA ECONOMÍA LATINOAMERICANA
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ASAntônio Nacílio Sousa dos Santos
Antônio Nacílio Sousa dos Santos
ASAntonio Gerbson da Silva
Antonio Gerbson da Silva
CRCássius Antônio Barbosa Ramis
Cássius Antônio Barbosa Ramis
LTLígia Camolesi Toniolo
Lígia Camolesi Toniolo
CLCarlos Lopatiuk
Carlos Lopatiuk
MPMarcelo Perin
Marcelo Perin
Nos últimos anos, como demonstrados por dados compilados pelo Conselho Indigenista Missionário (Cimi) indicam que 208 indígenas foram assassinados no Brasil em 2023, um aumento de 15,5% em relação a 2022 (quando ocorreram 180 assassinatos)​. Em muitos casos, líderes e defensores ambientais são alvos de violências; a Human Rights Watch ressalta que, mesmo com novos esforços de proteção, ameaças e ataques a indígenas “guardiões da floresta” persistiram em 2023, 2024 e vem persistindo até os dias atuais. Neste contexto, a pesquisa tem como objeto de estudo a relação entre genocídio indígena, impunidade estrutural e os limites da justiça na proteção dos povos originários no Brasil. A pergunta central que orienta a investigação é: De que maneira a impunidade estrutural e as falhas do sistema jurídico brasileiro contribuem para a perpetuação da violência e do genocídio indígena no país? A pesquisa buscou compreender as dinâmicas que mantêm os indígenas em situação de vulnerabilidade extrema, bem como analisar os resultados das políticas de proteção. Diante disso, utilizamos como referencial teórico Fausto (2010), Ribeiro, B. (2000), Ribeiro, B. G. (1988), Ribeiro, D. (1970; 1987; 1995), Schwarcz (2017; 2019), Casara (2017; 2018), Carvalho (2001), Dallari (2011), Falcão (2015), Souza, J. (2017; 2020), Bento (2022), Mbembe (2021), Krenak (2019), Kopenawa & Albert (2015), Cunha, M. C. (2013; 2018), entre outros. Metodologicamente, a pesquisa é de cunho qualitativo a partir de Minayo (2007), descritivo e bibliográfico (Gil, 2008) e com análise compreensiva a partir do da perspectiva de Weber (1949). Os resultados da pesquisa demonstraram que a impunidade estrutural no Brasil perpetua a violência contra os povos indígenas, favorecendo a invasão de territórios e a exploração econômica em detrimento de seus direitos. Observou-se que o sistema jurídico brasileiro age de maneira seletiva, garantindo maior proteção aos interesses do agronegócio e da mineração enquanto criminaliza a resistência indígena. A pesquisa também identificou que a negligência estatal e o enfraquecimento de instituições como a FUNAI agravam a vulnerabilidade dessas populações. Além disso, verificou-se que a pressão de organismos internacionais, como a ONU e a CIDH, tem sido insuficiente para frear o genocídio indígena. Por fim, concluiu-se que as estratégias de resistência dos povos indígenas são fundamentais para a garantia de seus direitos, mas enfrentam barreiras institucionais e políticas que dificultam sua efetivação.

1 March 2025 in LUMEN ET VIRTUS
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Andres Santiago Quizhpi LopezAndres Santiago Quizhpi Lopez
Andres Santiago Quizhpi Lopez
CLCarlos Lopatiuk
Carlos Lopatiuk
FLFernanda Deitos Lazzari
Fernanda Deitos Lazzari
KRKarlla Jeannes Sousa Rodrigues
Karlla Jeannes Sousa Rodrigues
MGMateus Henrique Dias Guimarães
Mateus Henrique Dias Guimarães
FFFlávio Júnior Barbosa Figueiredo
Flávio Júnior Barbosa Figueiredo
INTRODUÇÃO: A Atenção Primária à Saúde (APS) é essencial para garantir a equidade e o acesso universal aos serviços de saúde, sendo a principal porta de entrada do Sistema Único de Saúde (SUS). No entanto, a população negra enfrenta desigualdades estruturais que impactam o manejo das doenças crônicas não transmissíveis (DCNT), tornando necessária uma abordagem específica na APS.OBJETIVO:Analisar o funcionamento da Atenção Primária à Saúde na gestão das doenças crônicas da população negra, destacando as diretrizes da Política Nacional de Atenção Básica e da Política Nacional de Saúde Integral da População Negra, além de examinar os desafios e perspectivas para a promoção da equidade racial na saúde.METODOLOGIA:Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, realizada a partir da busca de estudos nas bases PubMed, SciELO, LILACS e BVS, considerando publicações dos últimos dez anos Os critérios de inclusão envolveram artigos em português, inglês e espanhol que abordassem o cuidado da população negra na APS e as barreiras no tratamento das DCNT. Estudos sem metodologia clara ou que não discutissem diretamente o tema foram excluídos.RESULTADOS E DISCUSSÃO:Os achados mostram que, apesar das diretrizes da PNAB e da PNSIPN, a população negra ainda enfrenta dificuldades no diagnóstico precoce, na adesão ao tratamento e no acompanhamento contínuo. O racismo institucional, a falta de dados baseados em raça e a formação insuficiente dos profissionais de saúde são obstáculos que limitam a eficácia da APS no combate às DCNT. Hipertensão, diabetes mellitus, doença renal crônica e anemia falciforme são condições prevalentes na população negra, agravadas por determinantes sociais de saúde, como acesso limitado à informação, nutrição inadequada e exposição a ambientes insalubres.CONSIDERAÇÕES FINAIS: Alcançar a equidade na APS para a população negra requer a implementação de políticas públicas mais efetivas, capacitação profissional contínua e inclusão de critérios raciais nos sistemas de informação em saúde, garantindo um cuidado mais justo e adequado para esse grupo. Além disso, a conscientização sobre o impacto do racismo na saúde e a adoção de abordagens interseccionais são cruciais para a construção de um sistema de saúde mais inclusivo e efetivo.

1 March 2025 in ARACÊ
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ASAntônio Nacílio Sousa Dos Santos
Antônio Nacílio Sousa Dos Santos
JFJosé Neto de Oliveira Felippe
José Neto de Oliveira Felippe
EFEdimar Fonseca da Fonseca
Edimar Fonseca da Fonseca
WBWagner Roberto Batista
Wagner Roberto Batista
AVAna Cláudia Afonso Valladares-Torres
Ana Cláudia Afonso Valladares-Torres
VLValéria Jane Siqueira Loureiro
Valéria Jane Siqueira Loureiro
Diante dos desafios impostos pela modernidade, na qual o ser humano precisa lidar com múltiplas tarefas e se adaptar a contextos dinâmicos, o ensino híbrido surge como um modelo educacional que integra a modalidade presencial e a distância, possibilitando uma aprendizagem mais flexível e acessível. Essa abordagem promove o desenvolvimento de habilidades docentes, exigindo dos professores não apenas domínio tecnológico, mas também a capacidade de mediar o conhecimento de forma inovadora e personalizada. Além disso, a organização da sala de aula no ensino híbrido demanda estratégias que combinem espaços físicos e digitais de maneira integrada, favorecendo a autonomia e o protagonismo dos estudantes. No que se refere à avaliação, torna-se essencial adotar práticas diversificadas e contínuas, que considerem o desempenho dos alunos em diferentes contextos de aprendizagem. Dessa forma, indagamos: como o ensino híbrido pode ser estruturado de maneira eficaz para potencializar o desenvolvimento de habilidades docentes, a organização da sala de aula e a avaliação da aprendizagem, garantindo uma educação mais flexível e acessível? Teoricamente nos debruçamos através das obras de Bergmann & Sams (2018), Bacich, Tanzi Neto & Trevisani (2015), Zabala (2015), Christensen, Horn & Staker (2013), Litto & Formiga (2009), Freinet (1975) entre outros. Metodologicamente, utilizamos a abordagem qualitativa a partir de Minayo (2007), Stake (2015), Flick (2016), Prodanov & Freitas (2013), descritiva e bibliográfica a partir de Gil (2008) e com o viés compreensivo através da análise weberiana (1969). A pesquisa revelou que o ensino híbrido contribui para a personalização da aprendizagem, permitindo que os professores adaptem suas estratégias pedagógicas às necessidades individuais dos alunos. Além disso, constatou-se que a integração entre espaços físicos e digitais potencializa a autonomia e o protagonismo estudantil. Observou-se também que o domínio das Tecnologias Digitais de Informação e Comunicação (TDIC) pelos docentes é fundamental para a implementação eficaz desse modelo, demandando formação continuada. No que se referem à avaliação, os achados indicam que ela deve ser contínua e diversificada, contemplando tanto o desempenho presencial quanto as atividades online. Por fim, verificou-se que o planejamento pedagógico estruturado, aliado a metodologias ativas e práticas avaliativas inovadoras, é essencial para o sucesso do ensino híbrido.