Taninos da casca de eucaliptos foram obtidos por meio da extração com água sob adição de 8 % de Na2CO3 e a 4% de Na2SO4, com posterior formulação de adesivos. As propriedades adesivas foram avaliadas quanto a viscosidade, densidade, teor de sólidos, tempo de formação de gel e pH dos adesivos da acácia negra a 50%, ureia 100%, de tanino da casca de eucalipto extraído com Na2CO3 a 30% e de Na2SO4 a 50%, e ureia com taninos extraídos das cascas de eucalipto na relação de 90:10 e 80:20. Resíduos madeireiros de eucalipto (classificados em três classes de densidade: baixa, média e alta) foram colados a quente com adesivos tânicos e sintético. A resistência das juntas coladas foi determinada por meio de resistência ao cisalhamento e falha na madeira. Pode-se concluir que os adesivos compostos pelo tanino extraído com sulfato de sódio e com carbonato de sódio puros (100%) apresentaram características desejáveis para a produção de taninos, mas não o suficiente para sua utilização como adesivo em madeira em sua totalidade, podendo ser utilizado no enriquecimento de ureia-formaldeído na colagem da madeira. A maior resistência ao cisalhamento na madeira ocorreu na classe de densidade alta, para todos os adesivos empregados, enquanto que as maiores falhas na madeira na maioria dos adesivos testados ocorreram em madeira de baixa densidades.
Objetivou-se neste trabalho determinar o perfil da densidade aparente em painel aglomerado confeccionado com partículas da madeira de Acacia mangium. Utilizou-se a técnica de microdensitometria de raios X correlacionada com a densidade gravimétrica. Foram utilizados os adesivos ureia formaldeído e tanino comercial de Acacia mearnsii aplicado na forma de pó diretamente nas partículas previamente encoladas. Os painéis foram fabricados com quatro razões de compactação (1,39; 1,55; 1,73; e, 2,00) combinadas a quatro proporções de tanino em pó (0, 10, 20 e 30%), totalizando 16 tratamentos (4 painéis por tratamento). Foram determinados, analisados e comparados o perfil da densidade aparente (densidade média, densidade máxima e densidade mínima) e a densidade gravimétrica dos aglomerados produzidos. O perfil da densidade é apresentado graficamente e interpretado por análise de variância e regressão linear múltipla. Os valores de densidade aparente média, máxima e mínima observados para os painéis aglomerados obtidos pela microdensitometria de raios X variaram de 357 a 697 kg/m3, 386 a 824 kg/m3 e 334 a 634 kg/m3, respectivamente, e pelo método gravimétrico de 369 a 742 kg/m3. A técnica mostrou-se eficiente na determinação de variações nos perfis de densidade aparente ao longo da espessura dos painéis em todos os tratamentos, bem como mostrou-se eficiente na obtenção direta da densidade aparente. Estas variações poderiam ser minimizadas se o tanino utilizado fosse anteriormente hidratado em água. Houve forte correlação entre as médias das densidades obtidas pelo método do microdensitômetro de raios X e pelo método gravimétrico.
The development of alternatives for reuse of coconut shell allows inadequate solid residues disposal reduction and provides a novelty option close to the production sites. This paper aims to evaluate the tannin extraction potential of the green coconut mesocarp, as well as its adhesive capacity. Tannin extraction was performed with sodium sulfite diluted in water at 0%, 1%, 5% and 8% concentrations. It was observed which extraction resulted in better yield and characteristics to be used as an adhesive agent. The concentration of sodium sulfite at 5% allowed higher yields of tannin extraction. When compared to phenol formaldehyde, the tannin had similar adhesive characteristics such as 153.84 cp viscosity and 54.57% solid content. For the FT-IR spectroscopy analysis, dry samples of the coconut mesocarp were used. The peaks observed in the infrared spectrum of the green coconut mesocarp are characteristic of tannins found in biomass, presenting desirable chemical characteristics to be used as an adhesive agent. The coconut mesocarp is a material with potential for tannin extraction, making it suitable to be used in the gluing of panels.
Considerando a indústria de painéis aglomerados, a maior parte utiliza adesivos sintéticos, especialmente, à base de ureia-formaldeído, e nesse sentido, estudos que englobam as características de materiais alternativas para a indústria de painéis tornam-se importantes, especialmente quando se considera o custo final dos produtos gerados. O presente trabalho teve como objetivo geral avaliar as alterações na estrutura química do adesivo que pudessem provocar possíveis modificações nas suas propriedades ligantes em função da substituição do adesivo ureia-formaldeído pelo lignossulfonato. Para tanto, foi determinada a composição química elementar do lignossulfonato e suas ligações químicas por meio da espectroscopia de infravermelho (IV) e ressonância magnética nuclear (RMN), puro e em composição com diferentes catalisadores; as propriedades da ureia formaldeído e suas modificações como pH, viscosidade, tempo de formação de gel e viscosidade. A análise de RMN mostrou, para o lignossulfonato, o mesmo padrão geralmente obtido para derivados de lignina em suas ligações químicas. A análise química elementar mostrou altos teores de Mg, Ca e Na. A adição de lignossulfonato sobre a ureia-formaldeído causou acidificação no adesivo e redução dos valores de viscosidade. O efeito sobre o tempo de formação de gel também foi afetado, entretanto, verificou-se que a metodologia para esse tipo de polímero, deve ser readequada em relação ao método tradicional, submetendo o mesmo à temperatura superior a 90°C. Os resultados permitiram concluir que é possível a utilização do lignossulfonato em substituição ao adesivo ureia-formaldeído considerando o painel de madeira aglomerada.