Tiago Lima Quintanilha

Dr. Tiago Lima Quintanilha

orcid

Research Focus & Metrics

Academic Career Length

16Years (2011-Present)

(Calculated once Scilit publication data is synced: current year − year of first publication + 1)

Representative Publications

View All Publications
1 April 2019 in Communication & Society
Verified
Journal Article
Open access
PDF file
TQTiago Lima Quintanilha
Tiago Lima Quintanilha
MTMarisa NOVA School of Social Sciences and Human Torres-da-Silva
Marisa NOVA School of Social Sciences and Human Torres-da-Silva
TLTiago Cies-Iul - Iscte-Iul Lapa
Tiago Cies-Iul - Iscte-Iul Lapa
HTHuman Torres-Da-Silva
Human Torres-Da-Silva
While a far from recent phenomenon, fake news has acquired a very special significance in the wake of the latest US elections. Against a broad background of different definitions and subtypes that require us to find a new, broader definition of the concept of fake news, the main debate about it concerns its scope and reach, which vary primarily in terms of intentionality and exactly how it disrupts the information process. With the discussion also focusing on the threats to (McChesney, 2014; Fisher, 2018) and opportunities for (Beckett, 2017) journalism itself, we seek to expand the debate on fake news to its impact on the dimension of trust in news. The starting point is Fletcher and Nielsen’s (2017) idea that, because they don’t make a clear distinction between real and fake news, Internet users feel a generalised sense of distrust in the media. Using data from the latest (2018) Reuters Digital News Report survey of a representative sample of the Portuguese Internet-using population, we describe the main reasons why the Portuguese (increasingly familiar with fake news and disinformation and their impacts) have been displaying higher levels of trust in news than counterparts in other countries, such as the United States –reasons that are linked to Portugal’s media system and historical context.

31 October 2023 in Comunicação e Sociedade
Verified
Journal Article
Open access
PDF file
TQTiago Lima Quintanilha
Tiago Lima Quintanilha
Este artigo procura responder a uma das principais lacunas identificáveis no debate sobre descompetencialização profissional no jornalismo. Esta lacuna consiste numa dificuldade em isolar da restante polissemia conceptual este conceito que é crítico na interpretação dos desafios impostos ao jornalismo, que são múltiplos e que vão da erosão da dominação profissional às crises de valores, passando pela instabilidade de modelos de negócio com impacto acentuado na reconfiguração da divisão do trabalho jornalístico.Para tal, e com recurso a uma sistematização da literatura sobre descompetencialização profissional, chegamos a uma definição estruturada e maximalista deste conceito no jornalismo. Definição que resulta fundamentalmente da arrumação dos múltiplos significados em dois indutores principais: a despadronização do trabalho jornalístico e o imediatismo na produção jornalística. Uma descompetencialização na profissão de jornalista que, conclui-se, constitui um novo tipo de precariedade da prática, capaz de capturar a qualidade jornalística e que vai além das tradicionais e muito documentadas precariedades do emprego e do trabalho.Por fim, ensaiamos pistas futuras para continuar a acompanhar os ritmos de transformação profissional e a forma como estes continuarão a abalar competências jornalísticas e a qualidade da prática profissional, nomeadamente o fenómeno da automação digital no jornalismo com capacidade para ditar o regresso ao debate sobre descompetencialização profissional no jornalismo.

1 April 2019 in Communication & Society
Verified
Journal Article
Open access
PDF file
TQTiago Lima Quintanilha
Tiago Lima Quintanilha
MTMarisa Torres-Da-Silva
Marisa Torres-Da-Silva
TLTiago Lapa
Tiago Lapa
While a far from recent phenomenon, fake news has acquired a very special significance in the wake of the latest US elections. Against a broad background of different definitions and subtypes that require us to find a new, broader definition of the concept of fake news, the main debate about it concerns its scope and reach, which vary primarily in terms of intentionality and exactly how it disrupts the information process. With the discussion also focusing on the threats to (McChesney, 2014; Fisher, 2018) and opportunities for (Beckett, 2017) journalism itself, we seek to expand the debate on fake news to its impact on the dimension of trust in news. The starting point is Fletcher and Nielsen’s (2017) idea that, because they don’t make a clear distinction between real and fake news, Internet users feel a generalised sense of distrust in the media. Using data from the latest (2018) Reuters Digital News Report survey of a representative sample of the Portuguese Internet-using population, we describe the main reasons why the Portuguese (increasingly familiar with fake news and disinformation and their impacts) have been displaying higher levels of trust in news than counterparts in other countries, such as the United States –reasons that are linked to Portugal’s media system and historical context.

31 March 2019 in RPER
Verified
Journal Article
Open access
PDF file
TQTiago Lima Quintanilha
Tiago Lima Quintanilha
MPMiguel Paisana
Miguel Paisana
GCGustavo Cardoso
Gustavo Cardoso
A imprensa escrita é um dos sectores mais influenciados pelo crescimento da Internet (Flávian, 2014), onde a mutabilidade tecnológica e comportamento dos consumidores assume especial repercussão no decréscimo progressivo da circulação impressa paga de títulos de imprensa, em Portugal. Este artigo aborda a forma como a imprensa regional assume comportamentos de mercado distintos da imprensa de alcance nacional, consubstanciados em menores perdas de material impresso vendido, por comparação com os valores registados para a imprensa de alcance nacional. Tirando partido de um inquérito aplicado aos profissionais do ector da imprensa regional, pretende-se aferir igualmente os perfis de utilização e consumo das publicações de cariz regional, de acordo com a auto-percepção dos profissionais do sector. Os dados primários recolhidos, demonstram a forma como a imprensa regional portuguesa se constitui como pequeno bastião da imprensa tradicional no país, onde características como a maior fidelização dos seus leitores, que são também leitores tendencialmente mais envelhecidos que se suportam dos formatos físicos tradicionais para o acesso aos conteúdos produzidos, ditam a realidade do sector. Aborda-se igualmente a orientação das políticas públicas para o sector, orientadas para a crescente digitalização das publicações regionais.

30 June 2021 in Comunicação e Sociedade
Verified
Journal Article
Open access
PDF file
TQTiago Lima Quintanilha
Tiago Lima Quintanilha
NTNataliia Trishchenko
Nataliia Trishchenko
A discussão sobre aquilo que o acesso aberto pode dar à ciência polarizou-se nos últimos anos. Se, por um lado, a primeira década do novo milénio nos trouxe um entusiasmo que poderemos considerar como bastante abrangente na comunidade científica, relativamente às grandes potencialidades de abertura do conhecimento, da sua comunicação e partilha, e dos mecanismos de participação cidadã no processo científico, os últimos anos trouxeram-nos um novo debate que aborda a derivação do acesso aberto para um novo modelo de negócio. Ao sustentarmos o presente artigo numa extensa revisão da literatura de um tema que é, ainda hoje, residual nos estudos que intersectam as áreas da comunicação de ciência e da economia da ciência, propusemo-nos sintetizar as principais razões evocadas de um lado e do outro. Entre os pontos positivos destacados na relação entre acesso aberto e conhecimento científico, destacam-se o potencial difusor do acesso aberto na disseminação de conhecimento, o aumento da visibilidade desse conhecimento produzido, o envolvimento da sociedade e dos profissionais no processo científico, através de lógicas de participação cívica e interpares, a maior eficiência e interação com benefícios para os próprios projetos de investigação, a retenção dos direitos de publicação pelos autores, a redistribuição de recursos, e a maior transparência de um modelo de natureza mais escrutinadora. Entre os pontos negativos, destaca-se essencialmente a incapacidade de combater uma espécie de economia da ciência paralela que tira proveito do acesso aberto e das lógicas de sofreguidão da produção académica para instituir as designadas article processing charges, pouco transparentes e com valores e taxas de publicação muitas vezes superiores aos vários milhares de euros, que atentam contra os princípios da ciência aberta e que são geradoras de desigualdades de oportunidades dentro da própria comunidade científica.

13 August 2018 in Observatorio (OBS*)
Verified
Journal Article
Open access
PDF file
TQTiago Lima Quintanilha
Tiago Lima Quintanilha
Os novos produtos no formato digital e as novas técnicas tendem a assumir uma forte influência no sector da imprensa escrita e na sua vertente mais tradicional, o formato em papel, consubstanciando-se em agentes de mudança (Küng, 2013; Storsul, 2013) incremental e inovação radical e disruptiva (Sádaba, 2016a, b, c), ao interferirem nas lógicas convencionais de utilização e consumo de notícias por parte dos utilizadores. Vários autores (Hjarvard, 2012; Barnhurst, 2010; Brock, 2015; Nossek et al, 2015) abordam os efeitos da mutabilidade tecnológica no sector da imprensa escrita e no seu segmento em papel, apontando de forma genérica para cenários em que as vendas de jornais no formato físico têm vindo a diminuir ao longo dos anos, na Era da híper-informação e do imediatismo online, e em função da forte migração dos públicos de notícias para os formatos online sustentados no multiformato, policentralidade e participação (Queuniet, 2011). A partir da análise longitudinal dos resultados coligidos pela APCT (Associação Portuguesa Para O Controlo De Tiragem E Circulação) sobre o exercício de vendas em papel e tiragens dos principais títulos de imprensa escrita de alcance nacional, durante o período 2008-2017, confirmamos a tendência de agudização do sector da imprensa escrita em papel, a partir da constatação de um cenário de queda continuada do volume de vendas. Criamos também um novo índice de eficiência para cálculo da força das publicações no mercado, e, com base no cálculo da taxa de variação do número médio mensal de vendas para o período 2008-2017, chegamos ao ano de 2029 como data hipotética para o fim das vendas de jornais em papel em Portugal.