O presente estudo tem como objetivo caracterizar os impactos ambientais associados à implantação e operação da rodovia BR-156/210, especificamente no trecho que liga Macapá à localidade de Cupixi, no município de Laranjal do Jari, no Amapá. A caracterização considera os efeitos diretos e indiretos da obra sobre os componentes físicos, bióticos e socioeconômicos da região, propondo medidas mitigadoras e compensatórias para minimizar os danos ambientais gerados. A construção civil, tradicionalmente associada a externalidades negativas, tem buscado evoluir através da adoção de práticas sustentáveis, especialmente em obras de infraestrutura viária como esta, que são fundamentais para o escoamento de produtos e a integração regional. A área de estudo compreende a porção sudeste do estado do Amapá, abrangendo os municípios de Macapá, Santana e Mazagão. Trata-se de uma região ecologicamente rica, marcada por elevados índices pluviométricos, clima tropical úmido (Amw), vegetação diversificada e solos pertencentes ao período Quaternário. A implantação da rodovia atravessa áreas sensíveis que abrigam ecossistemas diversos, como florestas equatoriais, campos cerrados e manguezais, cuja conservação é vital para a manutenção da biodiversidade regional. Durante a fase que antecede a implantação, observou-se que os principais impactos incidem sobre a cobertura vegetal e a fauna silvestre. A supressão da vegetação para abertura da via causa fragmentação de habitats, perda de nichos ecológicos e desequilíbrio nos ecossistemas locais, comprometendo também as cadeias tróficas e as relações ecológicas entre as espécies. Além disso, a presença de canteiros de obras e o uso de áreas de empréstimo contribuem para a degradação ambiental, enquanto as queimadas aumentam a emissão de poluentes e reduzem a resiliência ecológica. Diante desse cenário, foram propostas medidas mitigadoras voltadas ao controle dos impactos sobre solo, ar, água, flora, fauna e ruídos. Entre as ações recomendadas estão a instalação de cercas ecológicas, programas de monitoramento ambiental, supressão vegetal controlada, umectação de vias para controle de poeira, barreiras acústicas e proibição de queimadas. Tais práticas visam garantir o equilíbrio ambiental e reduzir os efeitos negativos da obra, preservando os ecossistemas adjacentes. Por fim, a Tabela 1 resume os impactos identificados, indicando sua relevância e intensidade, reafirmando a necessidade de planejamento ambiental criterioso em empreendimentos viários na Amazônia.