Surface colonization is an essential step in biofilm development. The ability of oral pathogens to adhere to tooth surfaces is directly linked with the presence of specific molecules at the bacterial surface that can interact with enamel acquired pellicle ligands. In light of this, the aim of this study was to verify inhibitory and antibiofilm action of lectins from the Diocleinaesubtribe against Streptococcus mutans and Streptococcus oralis. The inhibitory action against planctonic cells was assessed using lectins from Canavaliaensi formis (ConA), Canavalia brasiliensis (ConBr), Canavalia maritima (ConM), Canavalia gladiata (CGL) and Canavalia boliviana (ConBol). ConBol, ConBr and ConM showed inhibitory activity on S. mutans growth. All lectins, except ConA, stimulated significantly the growth of S. oralis. To evaluate the effect on biofilm formation, clarified saliva was added to 96-well, flat-bottomed polystyrene plates, followed by the addition of solutions containing 100 or 200 µg/mL of the selected lectins. ConBol, ConM and ConA inhibited the S. mutans biofilms. No effects were found on S. oralis biofilms. Structure/function analysis were carried out using bioinformatics tools. The aperture and deepness of the CRD (Carbohydrate Recognition Domain) permit us to distinguish the two groups of Canavalia lectins in accordance to their actions against S. mutans and S. oralis. The results found provide a basis for encouraging the use of plant lectins as biotechnological tools in ecological control and prevention of caries disease.
A linguagem é a expressão do sujeito com o seu ambiente social e caracteriza um grupo, neste caso, professores de Química nordestinos. Neste esteio, o objetivo deste trabalho é discutir as peculiaridades das variações linguísticas do povo nordestino e da linguagem científica na construção da identidade de professores de Química, bem como nas nuances da sua prática pedagógica. Para tanto, realizou-se um ensaio teórico, por meio de uma revisão de literatura, a partir da qual fundamentou-se o quanto a linguagem corporifica a identidade dos educadores químicos nordestinos. Desta feita, observou-se que a expressão linguística aproxima os professores, na identificação com as circunstâncias inerentes ao exercício da docência e, assim, os tornam mais receptivos ao diálogo, as trocas de experiências, inclusive a reflexão sobre a ação docente. Por outro lado, a percepção sobre a linguagem leva a um olhar para as questões de ensino e aprendizagem dos estudantes, primordiais para a compreensão do papel da Química na sociedade. Portanto, o estudo aponta a aproximação dessas linguagens nordestina e científica como primordiais para a representação identitária de educadores químicos nordestinos e o seu trabalho no ensino de Química.
5 January 2026 in Cuadernos de Educación y Desarrollo
A doença periodontal é uma condição inflamatória crônica multifatorial que compromete os tecidos de suporte dentário, podendo evoluir para perda óssea e dentária quando não tratada. Sua etiopatogenia envolve a interação entre fatores microbianos, imunoinflamatórios, sistêmicos e comportamentais. Nos últimos anos, cresce o interesse científico sobre o impacto dos transtornos mentais, especialmente estresse, ansiedade e depressão, na saúde periodontal, considerando-se que alterações psicológicas podem influenciar tanto o comportamento de autocuidado quanto a resposta imunológica do organismo. Paralelamente, evidencia-se que a presença de doença periodontal pode repercutir negativamente na qualidade de vida e no bem-estar emocional, caracterizando uma relação bidirecional entre essas condições. Este estudo realizou uma revisão integrativa da literatura com o objetivo de sintetizar as evidências atuais sobre essa interação. Foram consultadas as bases PubMed e Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), utilizando descritores relacionados à saúde mental e às doenças periodontais, com filtros de idioma (português e inglês) e recorte temporal de cinco anos. Após critérios de elegibilidade, foram incluídos 10 estudos. Os resultados indicam que indivíduos com transtornos mentais apresentam maior prevalência e severidade de periodontite, frequentemente associadas a comportamentos de risco, como higiene oral deficiente, dieta inadequada, consumo de substâncias e baixa adesão ao tratamento. Além disso, níveis elevados de estresse e estratégias de enfrentamento disfuncionais, como o coping evitativo, estão relacionados a piores respostas à terapia periodontal. Conclui-se que o manejo clínico da doença periodontal deve incorporar a avaliação de fatores emocionais e psicossociais, reconhecendo a necessidade de uma abordagem interdisciplinar entre odontologia e saúde mental. A integração dessas áreas favorece o diagnóstico precoce, otimiza os resultados terapêuticos e contribui para o bem-estar geral dos pacientes.