Maria Leite

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17 September 2020 in Revista de Saúde Pública
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ESEuridice Martinez Steele
Euridice Martinez Steele
FRFernanda Rauber
Fernanda Rauber
CCCaroline dos Santos Costa
Caroline dos Santos Costa
MLMaria Leite
Maria Leite
KGKamila Tiemann Gabe
Kamila Tiemann Gabe
CMCarlos Monteiro
Carlos Monteiro
OBJETIVO Descrever características da alimentação dos participantes da coorte NutriNet Brasil imediatamente antes e na vigência da pandemia de covid-19. MÉTODOS Os dados deste estudo provêm de coorte de adultos criada para investigar prospectivamente a relação entre alimentação e morbimortalidade por doenças crônicas não transmissíveis no Brasil. Para este estudo, foram selecionados os primeiros participantes (n = 10.116) que responderam por duas vezes a questionário simplificado sobre sua alimentação no dia anterior, a primeira vez ao ingressar no estudo, entre 26 de janeiro e 15 de fevereiro de 2020, e a segunda entre 10 e 19 de maio de 2020. O questionário indaga sobre o consumo de marcadores de alimentação saudável (hortaliças, frutas e leguminosas) e não saudável (alimentos ultraprocessados). Comparações de indicadores baseados no consumo desses marcadores antes e na vigência da pandemia são apresentadas para o conjunto da população estudada e segundo sexo, faixa etária, macrorregião de residência e escolaridade. Testes qui-quadrado e testes t foram utilizados para comparar proporções e médias, respectivamente, adotando-se p < 0,05 para identificar diferenças significantes. RESULTADOS Para o conjunto dos participantes, identificou-se aumento modesto, porém estatisticamente significante, no consumo de marcadores de alimentação saudável e estabilidade no consumo de marcadores de alimentação não saudável. Esse padrão favorável de mudanças na alimentação com a pandemia se repetiu na maior parte dos estratos sociodemográficos. Padrão menos favorável de mudanças, com tendência de aumento no consumo de marcadores de alimentação saudável e não saudável, foi observado nas macrorregiões Nordeste e Norte e entre pessoas com menor escolaridade, sugerindo desigualdades sociais na resposta à pandemia. CONCLUSÕES Caso confirmada, a tendência de aumento no consumo de alimentos ultraprocessados nas regiões economicamente menos desenvolvidas e por pessoas com menor escolaridade preocupa, pois a ingestão desses alimentos eleva o risco de obesidade, hipertensão e diabetes, cuja presença aumenta a gravidade e a letalidade da covid-19.

12 May 2018 in Public Health Nutrition
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MAMaíra Macário de Assis
Maíra Macário de Assis
MLMaria Leite
Maria Leite
ACAriene Silva Do Carmo
Ariene Silva Do Carmo
AAAmanda Cristina de Souza Andrade
Amanda Cristina de Souza Andrade
MPMilene Cristine Pessoa
Milene Cristine Pessoa
LMLarissa Mendes
Larissa Mendes
ObjectiveTo investigate the relationship between social deprivation and the food environment. Furthermore, to evaluate if the food environment is associated with the prevalence of obesity among students in Brazilian public schools.DesignCross-sectional. For the classification of obesity, weight and height were measured, and the cut-off point of BMI-for-age Z-score >+2 was adopted. Social deprivation level was determined from the Health Vulnerability Index (HVI). To assess the food environment, the density of food establishments in urban residential areas was calculated. Associations between the food environment and the presence of obesity were estimated by binary logistic regression through a generalized estimating equations model.SettingJuiz de Fora, Minas Gerais, Brazil.SubjectsChildren and adolescents (n 661) aged 7–14 years.ResultsThe lowest social deprivation level showed a higher density of all types of establishments that sold predominantly unhealthy foods. An inverse association was found between the density of supermarkets and hypermarkets and the presence of obesity (OR=0·58; 95 % CI 0·36, 0·93). For the other categories of food retailers, no significant differences were found.ConclusionsThe findings reinforce the need for public policies that promote equality in the food environments of the city. Also, further investigations into the influence of the presence of supermarkets on the nutritional status of children and adolescents are required.

4 March 2021 in Revista de Saúde Pública
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CCCaroline dos Santos Costa
Caroline dos Santos Costa
ESEuridice Martinez Steele
Euridice Martinez Steele
MLMaria Leite
Maria Leite
FRFernanda Rauber
Fernanda Rauber
RLRenata Bertazzi Levy
Renata Bertazzi Levy
CMCarlos Monteiro
Carlos Monteiro
Este estudo descreve modificações no peso corporal de participantes da coorte NutriNet Brasil (n = 14.259) ocorridas durante a pandemia de covid-19. Foram analisados dados informados em período anterior ao início da pandemia (26/01/2020 a 18/03/2020) e cerca de 6 meses após (14/09/2020 a 19/10/2020). O ganho de peso ≥ 2 kg alcançou 19,7% dos participantes, mostrando-se diretamente associado ao sexo masculino, à menor escolaridade e à presença prévia de excesso de peso, sendo inversamente associado à idade. A perda de peso ≥ 2kg alcançou 15,2% dos participantes, mostrando-se diretamente associada ao sexo masculino e à presença prévia de excesso de peso, sendo inversamente associada à idade.

1 July 2019 in Public Health Nutrition
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MLMaria Leite
Maria Leite
MAMaíra Macário de Assis
Maíra Macário de Assis
ACAriene Silva Do Carmo
Ariene Silva Do Carmo
BCBruna Vieira de Lima Costa
Bruna Vieira de Lima Costa
RCRafael Claro
Rafael Claro
LMLarissa Mendes
Larissa Mendes
Objective: To verify differences in the availability, variety, quality and price of unprocessed and ultra-processed foods in supermarkets and similar establishments in neighbourhoods with different social deprivation levels at Juiz de Fora, Minas Gerais, Brazil.Design: Cross-sectional study.Setting: The Obesogenic Environment Study in São Paulo’s Food Store Observation Tool (ESAO-S) was applied in thirty-three supermarket chains, wholesale and retail supermarkets.Results: Fruits, vegetables and ultra-processed foods were available in almost all establishments, without differences according to Health Vulnerability Index (HVI; which varies from 0 to 1 point and the higher the worse; P > 0·05). Most establishments were concentrated in low vulnerability areas and offered healthy foods with greater variety and quality, despite higher prices. The Healthy Food Store Index (HFSI; which varies from 0 to 16 points and the higher the best) was calculated from the ESAO-S and the mean score was 8·91 (sd 1·51). The presence and variety of unprocessed foods count as positive points, as do the absence of ultra-processed products. When HFSI was stratified by HVI, low HVI neighbourhoods presented higher HFSI scores, compared with medium, high and very high HVI neighbourhoods (P = 0·001).Conclusions: Supermarkets and similar establishments are less dense in areas of greater social deprivation and have lower prices of healthy foods, but the variety and quality of those foods are worse, compared with areas of low vulnerability. We found worse HFSI for supermarkets located in areas with greater vulnerability. Those findings can guide specific public policies improving the urban food environment.

6 October 2021 in Public Health Nutrition
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AFAlexandre Faisal-Cury
Alexandre Faisal-Cury
MLMaria Leite
Maria Leite
MEMaria Mercedes Loureiro Escuder
Maria Mercedes Loureiro Escuder
RLRenata Bertazzi Levy
Renata Bertazzi Levy
MPMaria Fernanda Tourinho Peres
Maria Fernanda Tourinho Peres
Objective: To investigate the association between ultra-processed food (UPF) consumption and internalising symptoms (IS) among adolescents.Design: It is a cross-sectional study. Paper-pencil survey was completed in classroom with information on UPF consumption, IS and selected covariates. IS were assessed with the Internalizing Symptoms sub-scale from the Social Behaviour Questionnaire (IS-SBQ). UPF was evaluated with a FFQ extracted from the Brazilian National School Health Survey. Crude and adjusted association between UPF and IS was investigated with structural equation models.Setting: São Paulo, SP, Brazil.Participants: A total of 2680 students, Mage = 14·85; (95 % CI 14·81, 14·88).Results: UPF consumption was associated with higher scores in IS in the crude (β = 0·14; P < 0·001) and adjusted (β = 0·12; P < 0·001) models. The higher the consumption of UPF, the higher is the IS score. The following variables were associated with a lower risk of UPF consumption: male sex, public school and having more meals with parents. The change in the magnitude of the standardised score was almost negligible, but the model was significantly improved with the inclusion of covariates.Conclusions: Our results provide evidence about the positive association between UPF consumption and IS among adolescents. The association, despite its low magnitude, remained significant after adjusting for potential confounders. These results are relevant considering the increase in UPF consumption worldwide and in low- and middle-income countries. Also, our study emphasises the importance of a healthy diet with a reduction in UPF consumption among adolescents.

1 January 2021 in Cadernos de Saude Publica
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MLMaria Leite
Maria Leite
CACatarina Machado Azeredo
Catarina Machado Azeredo
MPMaria Fernanda Tourinho Peres
Maria Fernanda Tourinho Peres
MEMaria Mercedes Loureiro Escuder
Maria Mercedes Loureiro Escuder
RLRenata Bertazzi Levy
Renata Bertazzi Levy
Alimentos ultraprocessados são marcadores de padrões alimentares não saudáveis e seu consumo é elevado entre os adolescentes. Características do ambiente alimentar escolar se associam a práticas alimentares de estudantes. O objetivo do estudo foi investigar a associação entre a presença de cantinas e a disponibilidade de alimentos ultraprocessados nas cantinas com o consumo destes alimentos, dentro da escola, entre adolescentes do 9º ano do Ensino Fundamental das redes pública e particular do Município de São Paulo, Brasil. Foi realizado um estudo transversal com dados do SP-Proso, em amostra de 2.680 adolescentes. Foram feitos modelos de regressão linear multinível para avaliar as associações entre as exposições presença de cantinas nas escolas e disponibilidade de alimentos ultraprocessados com desfechos de frequência de consumo de ultraprocessados na escola. A presença de cantinas esteve associada à maior frequência de consumo de embutidos (0,46; IC95%: 0,24; 0,68), salgadinhos de pacote (0,50; IC95%: 0,19; 0,80), guloseimas (0,82; IC95%: 0,55; 1,09) e bebidas açucaradas (0,34; IC95%: 0,06; 0,62), bem como um escore de frequência de consumo de ultraprocessados (2,37; IC95%: 1,25; 3,48). A disponibilidade de salgadinhos de pacote, guloseimas e bebidas açucaradas nas cantinas aumentou a frequência de consumo desses alimentos. Foi observado um efeito dose/resposta entre a diversidade de ultraprocessados nas cantinas e a frequência de consumo destes alimentos. Um ambiente alimentar escolar com maior disponibilidade de ultraprocessados está associado ao maior consumo dos mesmos na escola, o que aponta para a necessidade de regulamentar o comércio de alimentos dentro destas instituições.