Lisia Michelle Maia Pinheiro

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Lisia Michelle Maia Pinheiro


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6 January 2026 in REVISTA DELOS
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CRCesário Monteiro Ruas
Cesário Monteiro Ruas
KPKatsura Bárbara Puhl
Katsura Bárbara Puhl
DSDanielly Teodoro Santos
Danielly Teodoro Santos
SCSuellen Barbosa Carvalho
Suellen Barbosa Carvalho
LPLisia Michelle Maia Pinheiro
Lisia Michelle Maia Pinheiro
BBBruna de Santa Bárbara Barbosa
Bruna de Santa Bárbara Barbosa
A automedicação expressa um comportamento consolidado no cotidiano de diferentes grupos populacionais e representa um desafio crescente para a saúde coletiva. A facilidade de acesso a medicamentos, a influência midiática e as limitações no acesso oportuno a serviços de saúde contribuem para o uso indiscriminado de fármacos, ampliando riscos clínicos e epidemiológicos. Diante desse cenário, este estudo teve como objetivo analisar as consequências do uso indiscriminado de medicamentos sem prescrição e seus impactos na saúde coletiva e no sistema público. Para isso, realizou-se uma revisão narrativa da literatura, com buscas estruturadas nas bases PubMed/MEDLINE, SciELO, LILACS, BVS e Google Scholar, incluindo publicações entre 2010 e 2025. A síntese dos sete estudos incluídos demonstrou prevalências elevadas de automedicação, predominância do uso de analgésicos, anti-inflamatórios e antibióticos, além de comportamentos de manipulação de doses prescritas. Os principais efeitos observados envolveram interações medicamentosas, reações adversas, mascaramento de doenças graves, resistência antimicrobiana e aumento da demanda no Sistema Único de Saúde. Conclui-se que a automedicação constitui fenômeno multidimensional, influenciado por fatores culturais, econômicos e estruturais, exigindo estratégias integradas de regulação sanitária, educação em saúde, fortalecimento da atenção básica e vigilância farmacológica para mitigação de danos e proteção da saúde coletiva.

1 December 2025 in ARACÊ
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Journal Article
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MLMárcio Henrique Salgado Meireles Linhares
Márcio Henrique Salgado Meireles Linhares
LBLuan Cruz Barreto
Luan Cruz Barreto
JNJosé Paulo Da Silva Neto
José Paulo Da Silva Neto
MRMaria Daiane Queiroz Rego
Maria Daiane Queiroz Rego
ACAndriellen Rabelo Carvalho
Andriellen Rabelo Carvalho
TGTalita Lopes Garcon
Talita Lopes Garcon
O Transtorno do Espectro Autista (TEA) apresenta natureza multifatorial, resultante da interação entre determinantes biológicos, sociais e ambientais que influenciam suas prevalências e a organização da atenção integral à saúde no Brasil. O avanço epidemiológico recente, impulsionado por melhorias diagnósticas e maior visibilidade populacional, evidenciou que fatores genéticos, exposições ambientais e condições perinatais dialogam com vulnerabilidades sociais e territoriais, configurando um cenário heterogêneo em termos de risco, identificação e acesso ao cuidado. Este estudo teve como objetivo analisar de forma integrada os fatores biológicos, sociais e ambientais associados ao aumento das prevalências do Transtorno do Espectro Autista no Brasil contemporâneo. Trata-se de uma revisão integrativa conduzida conforme modelo proposto por Mendes, Silveira e Galvão, envolvendo etapas de delimitação da questão, busca estruturada, seleção dos estudos, categorização e síntese crítica. Os resultados evidenciam que determinantes biológicos e epigenéticos se associam a condições psicossociais, ambientais e estruturais que modulam a gravidade e a distribuição do TEA, enquanto barreiras assistenciais, desigualdades regionais e capacidade formativa limitada impactam a efetividade da rede de cuidados. Conclui-se que o aumento das prevalências do TEA requer reorganização da atenção integral, com fortalecimento da Atenção Primária, expansão de serviços especializados, utilização de tecnologias como telemedicina e implementação de fluxos articulados que assegurem diagnóstico precoce, reabilitação multiprofissional e apoio continuado às famílias.

1 January 2026 in ARACÊ
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CRCesário Monteiro Ruas
Cesário Monteiro Ruas
CSCarolina Andréa Santos
Carolina Andréa Santos
JLJosé Vitor Furuya De Lima
José Vitor Furuya De Lima
ACAndriellen Rabelo Carvalho
Andriellen Rabelo Carvalho
LPLisia Michelle Maia Pinheiro
Lisia Michelle Maia Pinheiro
PAPatrícia Michelassi Carrinho Aureliano
Patrícia Michelassi Carrinho Aureliano
O monitoramento do desenvolvimento infantil na primeira infância constitui uma dimensão essencial do cuidado à saúde da criança, uma vez que permite acompanhar a aquisição de habilidades motoras, cognitivas, linguísticas e socioemocionais, bem como identificar precocemente possíveis atrasos do neurodesenvolvimento. Considerando a relevância desse acompanhamento e os desafios relacionados à sua operacionalização nos serviços de saúde, este estudo teve como objetivo avaliar a qualidade das práticas de monitoramento do desenvolvimento infantil na primeira infância e analisar os fatores limitantes associados à detecção precoce de atrasos do neurodesenvolvimento. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, conduzida conforme etapas metodológicas sistematizadas, com buscas realizadas nas bases PubMed, SciELO, LILACS e Web of Science, utilizando descritores controlados e palavras-chave relacionados ao desenvolvimento infantil e à atenção à saúde da criança. Foram incluídos estudos disponíveis na íntegra, publicados em português, inglês ou espanhol, que abordassem práticas de monitoramento do desenvolvimento e fatores associados às limitações desse processo nos serviços de saúde. Os resultados mostram que as práticas de monitoramento do desenvolvimento infantil apresentam variações importantes quanto à frequência, sistematização e incorporação de instrumentos disponíveis, como a Caderneta da Criança e escalas padronizadas de triagem. Observou-se que o uso irregular desses instrumentos, a ausência de normas institucionais, o tempo reduzido de consulta, fragilidades na organização do processo de trabalho e dificuldades na articulação entre os níveis de atenção constituem fatores limitantes à detecção precoce de atrasos do neurodesenvolvimento. Conclui-se que, embora o monitoramento do desenvolvimento infantil seja reconhecido nas diretrizes nacionais como ação longitudinal e estruturante do cuidado, sua efetivação nos serviços ainda ocorre de forma heterogênea, demandando fortalecimento da organização assistencial, capacitação das equipes e incorporação sistemática das práticas de monitoramento na rotina da atenção à saúde da criança.

2 January 2026 in Revista DCS
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DADhonayara da Silva de Campos Amorim
Dhonayara da Silva de Campos Amorim
KOKallyane Victória de Oliveira
Kallyane Victória de Oliveira
LBLuan Cruz Barreto
Luan Cruz Barreto
BABárbara Silva Andrade
Bárbara Silva Andrade
LPLisia Michelle Maia Pinheiro
Lisia Michelle Maia Pinheiro
GTGeoeselita Borges Teixeira
Geoeselita Borges Teixeira
A promoção da saúde, no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), é concebida como estratégia orientada à atuação sobre fatores sociais, econômicos, ambientais e culturais que condicionam o processo saúde-doença. No entanto, sua implementação em periferias urbanas tem revelado limites estruturais associados às desigualdades territoriais e de classe social que caracterizam o espaço urbano brasileiro. Diante desse contexto, o presente estudo teve como objetivo analisar como as dimensões territoriais e de classe social condicionam os limites da promoção da saúde em periferias urbanas, à luz da produção científica e de documentos normativos nacionais. Trata-se de um estudo qualitativo, desenvolvido por meio de uma revisão integrativa da literatura, conduzida conforme etapas metodológicas sistematizadas, com formulação da questão norteadora a partir da adaptação da estratégia PICO. As buscas foram realizadas nas bases PubMed, SciELO e Biblioteca Virtual em Saúde, utilizando descritores controlados dos vocabulários DeCS e MeSH. Os resultados evidenciam que as ações de promoção da saúde nos territórios periféricos apresentam baixa capacidade de incidência estrutural, sendo frequentemente fragmentadas, descontínuas e dependentes da mobilização comunitária. A precariedade da infraestrutura urbana, a insegurança, o acesso limitado a políticas públicas e a fragilidade da presença estatal configuram condicionantes centrais desses limites. Observa-se ainda que, diante da insuficiência institucional, lideranças comunitárias assumem protagonismo na condução de ações promotoras da saúde, revelando contradições entre diretrizes normativas avançadas e práticas restritas no território. Conclui-se que as falhas da promoção da saúde nas periferias urbanas não decorrem da ausência de arcabouço legal, mas da persistência de desigualdades territoriais e de classe social, demandando fortalecimento da ação estatal, articulação intersetorial contínua e incorporação dos determinantes sociais da saúde como eixo estruturante das políticas públicas.