O objetivo deste estudo foi determinar a prevalência de Infecções Sexualmente Transmissíveis (HIV, Sífilis, Hepatite B e C) em uma população privada de liberdade de um presídio do Sul de Minas Gerais. Trata-se de um estudo transversal, de base populacional. A população deste estudo foram os homens e mulheres em cumprimento de pena na unidade prisional. A coleta de dados sociodemográficos ocorreu por meio de entrevista norteada por um instrumento estruturado. A detecção de HIV, Sífilis, Hepatite B e C foi realizada através de coleta de material sanguíneo. Os dados obtidos foram descritos e sintetizados utilizando-se a estatística descritiva, Após a aplicação dos critérios de elegibilidade, 480 voluntários constituíram a amostra do estudo, sendo 432 homens e 48 mulheres, com idade entre 20 e 68 anos. Houve quatro casos positivos de HIV (0,8%), sendo todos estes pertencentes à população masculina. Para Hepatite C, foram confirmados sete casos (1,5%), também apenas entre os homens. Os casos de sífilis foram os mais preodominantes (n= 25; 5,4%), tanto entre o sexo masculino (n=21; 5,0%), quanto no feminino (n=4; 8,3%). Não foram detectados casos positivos para Hepatite B. O rastreio de IST entre pessoas privadas de liberdade possui o potencial de contribuir para a prevenção de complicações, pode favorecer o tratamento oportuno e a redução da transmissibilidade, o que traz benefícios não apenas para a população penitenciária, mas também para a sociedade como um todo. O estudo têm implicações importantes para direcionar a elaboração de estratégias para a prevenção, diagnóstico, tratamento e redução da mortalidade por IST entre pessoas privadas de liberdade.