Gabriela Esther Nascimento dos Santos

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7 January 2026 in Revista Brasileira de Filosofia e História
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ESEdgleisom Marculino da Silva
Edgleisom Marculino da Silva
GSGabriela Esther Nascimento dos Santos
Gabriela Esther Nascimento dos Santos
COCybelle Aline Oliveira
Cybelle Aline Oliveira
JLJanildes de Moura Lino
Janildes de Moura Lino
CSCliciano Vieira da Silva
Cliciano Vieira da Silva
WAWilton Silva Abreu
Wilton Silva Abreu
Este artigo analisa a neurodiversidade no contexto escolar e discute estratégias pedagógicas viáveis para o trabalho docente em classes heterogêneas. Parte-se da compreensão de que diferenças no neurodesenvolvimento, como as observadas em estudantes autistas, com transtorno do déficit de atenção/hiperatividade, dislexia, dispraxia e outras condições, não podem ser reduzidas a déficits homogêneos. A escola que opera apenas com um aluno padrão tende a converter diferenças de processamento, comunicação, autorregulação e aprendizagem em fracasso escolar, indisciplina ou invisibilidade pedagógica. O estudo adota abordagem bibliográfica e documental, mobilizando literatura científica recente, marcos legais brasileiros e documentos internacionais sobre educação inclusiva. Argumenta-se que a prática do professor ganha consistência quando articula desenho universal para a aprendizagem, previsibilidade da rotina, mediação da linguagem, avaliação flexível, organização sensorial do ambiente e colaboração com a família e a equipe escolar. Em vez de propor intervenções idealizadas ou dependentes de alta especialização clínica, o texto descreve adaptações de baixo custo e alta aplicabilidade que podem ampliar participação, permanência e aprendizagem. A análise sustenta que a inclusão efetiva não decorre de boa vontade genérica, mas de decisões didáticas concretas, monitoradas e ajustadas ao perfil funcional do estudante.