A Síndrome de Burnout (SB) caracteriza-se por exaustão emocional, despersonalização e baixa realização pessoal, resultante de estresse psicológico, sendo predominante entre profissionais que mantêm contato direto com pessoas, especialmente na área da saúde. A condição acarreta impactos psicológicos e fisiológicos, além de prejudicar o desempenho profissional e a qualidade do atendimento aos pacientes. Além disso, o SB está associado a elevados índices de absenteísmo, rotatividade e acidentes de trabalho, gerando perdas financeiras e sociais para empresas e governos. Este estudo tem como objetivo analisar a Síndrome de Burnout em profissionais de saúde primária, abrangendo os fatores de risco, os impactos psicossociais e as implicações organizacionais. Trata-se de uma abrangente revisão integrativa da literatura, realizada em 2024, conduzida por meio de consultas às bases de dados IBECS, LILACS, MEDLINE e SciELO. Esta pesquisa aborda a satisfação dos profissionais de saúde na Atenção Básica em relação ao seu trabalho, destacando que, apesar do vínculo profissional, existem desafios importantes, como limitações estruturais nos serviços, falta de recursos humanos e materiais, e a hierarquização entre equipes. Esses fatores, aliados ao contato direto e contínuo com os pacientes, tornam os profissionais dessa área particularmente suscetíveis à síndrome. A SB, reconhecida pela CID-11 como um problema ocupacional, é caracterizada por esgotamento emocional, distanciamento mental e redução da eficácia profissional, impactando não apenas a saúde dos trabalhadores, mas também a qualidade do atendimento prestado. Profissionais com menos de 40 anos e aqueles expostos a estressores organizacionais, como burocracia e falta de autonomia, são mais propensos ao desenvolvimento da síndrome. Nesse contexto, estratégias preventivas, como a promoção do autocuidado e a implementação de políticas ocupacionais, são fundamentais para minimizar o impacto do Burnout e garantir o bem-estar dos trabalhadores. Junto à isso, o desenvolvimento de habilidades de enfrentamento e a valorização da empatia são essenciais para prevenir a SB, promovendo um ambiente de trabalho mais saudável e produtivo. Conclui-se que fatores como demandas complexas, escassez de recursos e ambientes de trabalho estressantes impactam significativamente tanto a saúde mental dos profissionais quanto a qualidade do atendimento prestado. Além do mais, as descobertas destacam a relevância de estratégias preventivas que integram abordagens individuais e organizacionais, com ênfase no autocuidado, no fortalecimento da resiliência e na melhoria das condições de trabalho, mudando à redução da SB e à melhoria dos serviços de saúde.