O objetivo deste trabalho foi verificar o período preferencial de consumo alimentar do pirarucu, Arapaima gigas, e a influência de diferentes turnos de alimentação no consumo e ganho de peso dessa espécie. Foram testados três tratamentos: alimentação diurna (peixes alimentados às 9h e 15h), alimentação noturna (peixes alimentados às 21h e 3h) e alimentação contínua (peixes alimentados às 9h, 15h, 21h e 3h). Cada tratamento foi avaliado em triplicata, com cada unidade experimental formada por oito peixes, com peso médio de 313 g, estocados em tanques-redes de 1 m³ (1x1x1 m). Os nove tanques-redes foram alocados em um viveiro escavado de 120 m². O experimento durou 60 dias. A alimentação contínua promoveu maiores ganhos de peso e biomassa, taxa de crescimento específico e consumo total. Os tratamentos alimentação diurna e alimentação noturna apresentaram ganho de peso semelhante, porém, a alimentação diurna apresentou a melhor conversão alimentar. O período preferencial de alimentação do pirarucu foi o noturno, principalmente no começo da noite. Os dados deste estudo indicam que o horário de preferência alimentar não é o melhor horário de alimentação do pirarucu, em uma criação comercial. O período de alimentação mais indicado para a espécie, baseado na capacidade de conversão alimentar, é o diurno.
1 January 2006 in Pesquisa Agropecuária Brasileira
O objetivo deste trabalho foi avaliar o efeito da adição na ração das enzimas digestivas exógenas amilase, lipase e protease sobre o desempenho de tambaqui, em três experimentos independentes. Em cada experimento foi avaliado o efeito da inclusão de uma enzima na ração em diferentes porcentagens: 0,0, 0,05, 0,1 e 0,2%, cada uma com quatro repetições, com 28 dias de duração. Foram realizadas biometrias do peso inicial, para homogeneização da amostra, e do peso final a fim de verificar o efeito dos tratamentos sobre o desempenho dos peixes. Em cada unidade experimental foram estocados dez peixes, alimentados duas vezes ao dia (8 e 14h) até a saciedade aparente, com ração comercial extrusada com 28% de proteína bruta, triturada, adicionada de enzima e depois peletizada. Ao final do experimento, o ganho de peso, a conversão alimentar aparente e o crescimento específico dos peixes, apresentaram diferenças significativas entre os tratamentos. As enzimas exógenas amilase a 0,05% e lipase a 0,2% na ração influenciaram o desempenho zootécnico de juvenis de tambaqui. A adição de protease exógena não apresenta a mesma influência.
The tambaqui (Colossoma macropomum) is Brazil’s most farmed native species, playing a crucial role in aquaculture. This study aimed to evaluate growth, hematological, biochemical, and body condition (Kn) parameters of tambaqui under two stocking densities in a recirculating aquaculture system (RAS). A total of 240 tambaqui (12.2 ± 4.1 g; 6.63 ± 0.73 cm) were distributed across six experimental units in two treatments (SD1 = 140 fish m−3; SD2 = 180 fish m−3) with three replicates. After 45 days, no significant differences were observed in water quality or zootechnical performance (p > 0.05), with final productivities of 8.64 ± 1.85 kg m3 and 9.46 ± 1.95 kg m3 for SD1 and SD2, respectively. Elevated plasma glucose, cholesterol, and triglyceride levels indicated energy reserve mobilization, suggesting some physiological response to higher stocking densities. However, other hematological and body condition parameters, including condition factor (Kn), indicated no significant adverse effects. These findings suggest that tambaqui can tolerate these stocking densities in RAS without compromising body condition, supporting the species’ intensive farming potential in controlled systems. This study highlights the importance of balancing productivity and physiological conditions in aquaculture management.
1 January 2020 in Brazilian Journal of Development
Tecnología biofloc: datos, estudios y experiencias para el desarrollo de la acuicultura latinoamericana / Biofloc technology: data, works and experiences for development of the latin american aquaculture
Esse trabalho avaliou o efeito da restrição alimentar e de diferentes frequências alimentares sob os parâmetros hematológicos e bioquímicos do Tambaqui em sistema de recirculação para aquicultura RAS. A partir de um delineamento experimental em blocos casualizado, a restrição alimentar foi avaliada a partir de três grupos (blocos): TR1 (Controle) = alimentação diária sem restrição (7 vezes por semana); TR2 = alimentação seis dias seguidos com um dia de restrição (6 vezes por semana); TR3 = alimentação durante cinco dias seguidos com dois dias de restrição (5 vezes por semana). Para a frequência alimentar os grupos (tratamentos) foram: TF1 = 1x/dia (08:00); TF2 = 2x/dia (08;00 e 17:00); TF3 = 3x/dia (08:00, 12:00 e 17:00); TF4 = 4x/dia (08:00, 11:00, 14:00 e 17:00). Ao final do período experimental de 30 dias, amostras de sangue foram coletados para determinação de parâmetros hematológicos e bioquímicos. Os peixes do TR3 apresentaram reduções em Hb, HT, VCM e HCM e um aumento na PRT em relação a TR1 e TR2 (p<0,05). Na condição de avaliação da frequência alimentar avaliados na condição de frequência alimentar apenas foi observado aumento no RBC do TF2 em relação ao TF3, na Gli do TF4 em relação ao TF1 e na PRT do TF2 em relação ao TF3(p<0,05). No geral, estes resultados indicam que a alimentação diária e duas vezes por dia resultou em melhores resultados na hematologia e bioquímica do sangue, sendo a mais indicada para produção de tambaqui em sistema de cultivo intensivo na modalidade RAS.
1 March 2024 in OBSERVATÓRIO DE LA ECONOMÍA LATINOAMERICANA
Uma das tecnologias mais promissoras para a criação de peixes é o sistema de recirculação para aquicultura “RAS”. O funcionamento da remoção biológica de nitrogênio é realizado por meio do biofiltro, porém, no Brasil ainda são poucas as empresas especializadas na produção de substratos plásticos (bioball), encarecendo o custo de montagem. Portanto, o objetivo deste trabalho foi o de avaliar o crescimento de tambaqui em sistema intensivo “RAS” integrado a biofiltros com diferentes volumes de LECA, substrato de fácil aquisição e alternativo aos importados. Durante 45 dias, o estudo foi conduzido em delineamento inteiramente casualizado (DIC) onde 840 indivíduos (machos e fêmeas; 14,4 ± 0,50 g) foram distribuídos homogeneamente em 12 UE’s acopladas a biofiltros contendo três diferentes volumes de LECA: T1= 0,021 m³; T2=0,042 m³; T3= 0,084 m³. Ao final do período experimental foi possível determinar que todos os tratamentos apresentaram parâmetros de qualidade da água similares ao recomendado para a criação de tambaqui em sistema intensivo. Dentre os volumes testados, os peixes submetidos ao T3 (0,084 m³ de LECA) apresentaram os melhores resultados de crescimento. A produtividade e a ausência de mortalidade demonstram a viabilidade do sistema de recirculação para aquicultura “RAS” para a criação de juvenis de tambaqui de povoamento.